Os últimos meses foram ótimos em termos de “grandes momentos dos games” para mim. Há alguns meses atrás, como vocês leram aqui, terminei o melhor jogo de PS2 que eu já tive o prazer de jogar: ICO. Tanto o jogo quanto o seu final poderiam ser considerados entradas separadas na seção “grandes momentos” do meu currículo de gamer. Há poucas semanas atrás tive o prazer de avaliar Sonic and the Secret Rings, para Wii, que não apenas se mostrou ainda melhor do que eu esperava como também adicionou mais um item à minha lista de momentos inesquecíveis. Mesmo só tendo 1000 caracteres, eu fiz questão de escrever que memória foi essa no meu review, então faça o favor de comprar a EGM Brasil #63, que deve sair ainda essa semana ou na próxima.
E agora estou ocupado com o detonado do Final Fantasy VI Advance, do GBA, que trouxe mais um desses momentos que eu não vou esquecer nunca: a famosa sequência da ópera.

Eu já tinha jogado a versão SNES de FFVI, na época ainda chamada de III, mas por algum motivo não consegui me manter jogando. Parei com algumas poucas horas e nunca mais retomei. E se a Square-Enix não tivesse lançado esse remake, provavelmente eu morreria sem terminar o jogo.
(Por isso que eu gosto de detonados: eles dão a oportunidade de jogar um jogo até o fim, um jogo que talvez de outro modo tu nunca fosse ter tempo para jogar inteiro.)
E ainda não terminei, mas já tive o prazer de chegar na parte que muitos consideram a mais memorável do jogo. Não tem como falar muito do trecho sem acabar revelando alguns spoilers, mas eu vou tentar mesmo assim. A Opera House é uma casa de óperas (“Ah, tá! Com esse nome, pensei que fosse um estábulo de Chocobos!”) que fica a sul da cidade de Jidoor. Mas isso não importa. Eis o que importa: 1) o grupo precisa da Airship de Setzer para chegar à base do império; 2) uma das personagens do grupo, a Celes, é idêntica à famosa cantora de ópera Maria; e 3) Setzer está obstinado a tomar Maria como sua esposa, e exibido como só o dono da única Airship do mundo pode ser, mandou uma carta anunciando que vira “buscar” Maria durante a sua próxima apresentação na casa. Previsivelmente, o grupo decide esconder Maria e usar Celes na apresentação, de modo que Setzer leve-a e então ela possa encher a cara do safado de magias e então assumir o controle da Airship.
O plano é bom, mas a execução é inesquecível. Alternando o controle entre Locke, que observa e coordena o plano das cadeiras do auditório, e Celes, que tem que “interpretar uma atriz”, por assim dizer, o jogo te faz decorar a ordem dos trechos da ópera e lembrá-las enquanto está no palco, além de se movimentar por ele se acordo com o que pede a peça. Não posso dizer como termina a cena, mas posso adiantar que Setzer não é o único vilão que aparece parece ser derrotado, e que a briga acaba parando dentro do palco e sendo sutilmente anunciada como parte do show pelo preocupadíssimo apresentador.
Além do próprio andamento do enredo, o clima emocional em que os personagens estão (principalmente Locke e Celes) contribui para, parafraseando as vinhetas do Warner Channel, “te fazer sentir”. Mas o melhor mesmo é a própria música. O limitadíssimo hardware do GBA em cunjunto com o insuperável talento do Mestre Uematsu, conseguiu fazer um milagre. A música é de longe a melhor do jogo, já que não é uma sequência de loops, mas sim uma composição própria e única, que só toca naquele momento. Não é cantada, mas uma das linhas da midi é dedicada ao que seria o vocal, e ela é perfeita. Perfeitamente sincronizada com a letra que vai aparecendo na tela enquanto Celes canta. É simplesmente impossível não imaginar a cena com toda a qualidade do mundo, mesmo que você esteja ouvindo uma simples midi e olhando para um punhado de sprites visíveis na tela. E também é simplesmente impossível não cantar junto.
É fácil elogiar um jogo e dizer que ele “proporciona uma boa imersão”. É um dos elogios mais fáceis de se fazer, principalmente em um review. Mas de vez em quando você joga alguma coisa que te faz compreender o sentido real de imersão. E Final Fantasy VI, por essa cena e por 90% das outras, é um desses. Ou pelo menos foi pra mim.

Erre e passe vergonha
* * *
BÔNUS: Para quem não se importa com spoilers, aqui um vídeo com o trecho cantado por Celes.




“Amor mio, caro bene
Perché vai lontan da me?
Giurasti un amor, che mai non dovea
Aver fine per noi”
Vale o jogo só por essa cena. xD
Primo Bracht, achei perfeito o seu comentário sobre a imersão proporcionada por esse momento com apenas sprites e sons sintetizados. Mancada foi o que a Squaresoft fez na abertura da versão do FFVI na coletânea FF Chronicles do PS1, em que parte dessa cena é recriada com polígonos, com direito a Celes jogando o buquê e tudo. Não consegui achar esse vídeo no YouTube, mas se ainda não viu dá para baixar aqui: http://www.ffdream.com/?cat=downld&rub=videosff6#
Agora se é a melhor música disparada do FFVI, há controvérsias. “Dancing Mad” (batalha final) e “Ending Theme” (créditos) são também sensacionais.
Ah, Aria de Mezzo Carattere. Apenas um dos trechos da ópera Maria and Draco, que habita minha memória desde os idos de 1994. Nerds de plantão podem ainda conferir todos os atos executados por uma orquestra de verdade no CD Orchestral Game Concert 4, faixa 11, com 23 minutos de duração. A versão do álbum FFVI Gran Finale, em italiano (essa que a Ruby Moon “cantou”), inclui apenas a Aria, faixa 11, e tem 5 minutos e meio. No YouTube também é possível encontrar o vídeo do concerto Voices, com Aria executada em japonês por um trio de baixo-barítono, mezzo-soprano e tenor.
E, Fabito, você verá o que é “sentir” na virada do jogo. Espere por Shadow no continente flutuante e, depois de encontrá-lo no World of Ruin, leve-o no grupo para dormir nos Inns de todas as cidades. Os sonhos de Shadow são algumas das cenas que mostram a genialidade incontestável dessa obra!
Abraços
Ok, fui tomado de empolgação quando escrevi que era a melhor música do jogo. Afinal, ainda não terminei, estou pouca coisa adiante dessa parte da ópera.
Quando ao vídeo em CG que tu mencionou, Alexei, eu acabei topando com ela no YouTube enquanto procurava por esse vídeo que eu “linkei” aí no final. Fiquei me perguntando mesmo se eles limaram a parte jogável só pra colocar a CG. Mas ela, como CG, até que é bem legal, especialmente a parte que faz a superposição da moeda voando (quando Edgar e Sabin decidiram o destino no cara-ou-coroa) com o buquê sendo atirado pela Celes.
Fabão, o vídeo do Voices que tu citou eu também vi enquanto procurava o que postei. Tinha cerca de 15 minutos, deve ser o mesmo. Fiquei arrepiado, cara. Só não gostei muito da parte vocal, porque não é a minha praia mesmo (embora eu admita que tá 100% fiel ao jogo), mas o instrumental arrepiou legal.
Quanto à dica do Shadow, boa! Vou fazer isso, pode ter certeza!
Linchem-me, eu não joguei mais que meia hora de FF VI (na época III). Sempre quis saber o que é a tão falada “seqüência da ópera”, e agora saber o que ela é e como funciona só me deixou com mais vontade de jogar esse clássico.
Fabio, FF VI é longo? Tipo, quantas horas de jogo você estima?
Tipo, um monte.
Lipedal, o original do Super NES eu tinha fechado com umas 26 horas. Agora que eu rejoguei o do GBA, explorando cada cantinho, levei mais tempo. Terminei com 38 horas e continuei a jogar até fechar todo o conteúdo extra, incluindo todas as summons, o maldito Dragon’s Den (só ele me tomou umas 20 horas, mas fiquei travado várias vezes… é uma das dungeons mais FDP que já explorei, não tanto pelos inimigos, mas pelo tamanho dela e pelo fato de usar três grupos) e o Soul Shrine (que é uma seqûëncia com mais de 100 batalhas sem save, começando com os vassalos insignificantes até chegar nos chefões mais punk, incluindo todos os dragões power do Dragon’s Den)… Total de jogo: 68 horas.
Galera, teve um dia, lá por volta de 1998, que eu peguei um cartucho chamado CHRONO TRIGGER, fiquei alucinado, terminei ele (meu primeiro RPG), e não é que um dia, quando eu ainda trabalhava numa loja de games aqui em Campinas, apareceu um cara e falou que tinha um tal de FINAL FANTASY III do SuperNES para vender. Fui até a casa dele e comprei o cartucho, aí u olhei no cartucho e vi que era da SQUARE, a mesma que tinha feito meu amado CHRONO, paguei 30 reais sem chorar. Só chorei quando avançava no jogo e me deparava com os eventos inígualáveis… até que um dia a bateria sei lá, resetou, perdo os saves, e não voltei mais a jogar, pois tava no início de THE LEGEND OF ZELDA – OoT, e resumindo, até hoje guardo o cartucho, aguardando o grande dia do gran finale!!!
Ok sou desinformado pacas por isso la vai as perg:
1 – Jogos de GBA podem ser jogados em DS?
2 – É possivél colocar o idioma em espanhol no DS e o jogo (de GBA no caso) ficar todo em espanhol?
3 – Existe vida após a morte?
R – só se você tiver mais fichas. (tópicos nostalgicos piadas velhas.)
Ae, Bicho. Seguinte:
1 – Podem normalmente. O DS tem a entrada de jogos do DS na parte de cima e, na parte de baixo, uma entrada de jogos de GBA (que inclusive é usada para mais coisas, como acessórios.
2 – O idioma da interface não interfere em nada com o idioma do jogo. O jogo só fica em espanhol se o próprio jogo tiver essa opção.
Podem jogar pedras, me socar, me fazer engolir cópias e mais cópias de final fantasies, mas ainda acho que o VI é o melhor capítulo.
Todo o conteúdo do jogo teve uma direção ótima pelas mãos do Sakaguchi, pois não há nada que pareça destoar ali, desde as paisagens inspiradas(ou mesmo desenhadas pelo próprio) Amano, até as músicas compostas pelo tio Uematsu(ok, podem jogar uma bomba agora, mas depois de FFVI, ainda estou para ver uma trilha assinada por ele que seja tão memorável em todo conjunto de composições quanto o de FFVI).
[spoiler]
E só de lembrar a música tema do world of ruin, eu já imagino aquela desolação, com todo local conhecido quase que desmoronando, aquele tom avermelhado dado pelo sol poente, as pessoas meio que se acomodando diante da dita divindade de Kefka e temendo pelas suas vidas. E o toque interessante é que ao invés de você encontrar seus amigos e eles irem se juntando a você do nada, todos eles tem uma história para ser contada depois desse ano pós queda do mundo e império, e você na maioria das vezes tem que convencer eles, realizar atos para que eles se juntem novamente.
Isso que a história tem algumas pontas soltas de propósito, como a relação verdadeira entre Shadow, Relm e Strago; sobre Gau e o pai dele; como ficou a história de Cyan e as cartas; entre outros…
[/spoiler]
E alguém por aqui sabe de algum sitezinho bom para comprar uns OSTs antigos? Tava atrás do Gran Finale e do Reunion… E eBay só em último caso, hehehe.
Tá, prometo que paro de deixar coments quilométricos, mas é mais forte do que eu, quando eu começo a escrever não consigo parar… e quando é sobre FFVI posso falar uma semana…
De qualquer forma esse vai ser o último grande…(preciso tomar vergonha na cara e criar ogo um blog para descarregar minhas ‘tecladas’).
A algum tempo atrás você postou sobre seu sonho exêntrico de Chrono Trigger. Na época eu estava terminando FFVI, e pensei: “como alguém pode ser viciado em CT e não gostar de FFVI?” (vc postou num lebro quando que não curtia FFs).
Chrono Trigger foi o primeiro RPG que joguei, na época eu não sabia nada de inglês então eu só brinquei mesmo (Ah! meus 11 anos =] ). CT me ensinou a gostar e ne divertir com RPGs, mas FFVI me ensinou a amar os RPGs (muito forte? Não! FFVI é tudo e mais um pouco^^).
FFVI é foda! Ele te envolve na história de uma maneira única! Eu terminei em longos 6meses que não trocaria por nada (sim, joguei lento mas aproveitei totalmente essa pérola — também não tinha tempo mesmo XD); FFVI tem os personagens mais envolventes, completos e complexos que já vi em um RPG (a ‘cabeça’ deles evoluem no jogo… e ainda vou fazer cosplay de Kefka um dia^^); não tem nada mais nostalgico do que acompanhar uma história desse naipe com aqueles gráficos “rpg old-school” que deixam tanta saudade!!
FFVI até me inspirou a criar um jogo no RPG Maker, mas como todas as outras tentativas frustadas acabei desistindo depois de me maar para criar um sistema de jogo e uma história decente.
Enfim, tudo nesse jogo é o melhor possível.
Mas a música é que mais me cativou. Mestre Uematsu fez miséria (carnificina, humilhação, etc) dessa vez. São fantásticas as músicas de TODO o jogo! Perdi as contas de quantas vezes eu repassei a parte da OPERA HOUSE, a batalha contra ULTIMA, a batalha final, o própio final e os créditos do jogo. Ultimato musical!!
As incontáveis versões orquestradas da trilha sonora são incríveis, dauqleas para se ter a original (sonho meu =[). Ah, e falando em versões orquestradas e usando do mesmo trocadilho cretino; a RARE me ensinou a gostar de músicas orquestradas (Jet Force Gemini), mas foram Smash Bros. (Fountain of Dreams, etc) e Final Fantasy (The Grand Finale, The Dream Oath) que me ensinaram o que era musica orquestrada de verdade.
Finalizando, FFVI quebrou o taboo que eu tinha sobre Fianl Fantasies, depois dele virei um viciado na série (mesmo só tendo jogado o sexto eisódio), hohe em dia jogo o III e sonho em jogar o VII(quase desistindo).
Lucas, comentários quilométricos são legais! Continue assim!
Quando à inevitável comparação com CT… eu ainda acho que ele é melhor, o Chrono.
Mas pode ser porque:
- Eu joguei bem antes, portanto tem o fator nostalgia;
- Eu ainda não cheguei ao final do FFVI.
Veremos quando eu terminar.
(o) Sasá aka Alvaro Sasaki, eu achei vendendo os dois OST do FFVI na Liberdade ( The Grand Fibnale, Original OST), só o Piano Collection que não tinha.
Lá tinha também o coincerto More Friends de vários FFs, mas tem a (na minha opinião) melhor versão da Opera. Concordo com o Fábio que a versão completa da opera em japonês é inaudível, mas essa versão você nem estranha e chega a arrepia em certas partes, pena que é curtinha (só 13 minutos).
O unico porém é o preço, R$50,00 cada. Achei muito caro e nem comprei, baixei do FFBrasil. (http://www.finalfantasy.com.br/)
Abraço!
Maldito Megaupload.
Cara, a ópera do FFVI é… a ópera do FFVI.
Me dá vontade de jogar tudo de novo só para ter o gostinho de assistir mais uma vez.
Cara, me tira uma dúvida que me corrói: o que acontece se você não consegue terminar um detonado? Sei lá, pode acontecer de você travar em um lugar e não conseguir sair de jeito algum…
Sempre tive essa curiosidade.
Também sempre tive e sempre esqueci de perguntar. Rola um gameFAQszinho pra ajudar? E se for um “trancar” mais foda, do tipo evoluir tudo errado o carinha e lá no fim perceber que nem fodendo tu vai detonar o Kafka, a dois dias do prazo de entrega?
Que graça tem se vocês souberem como a gente trabalha?
eu adoro ff mais o chrono trigger e melhor que o ff vi ,e os ffs novos são icriveis principalmente o X o XII e bacaninha
pq e 16 bit e tem a foto do kingdom hearts que e 128 bits ?
oi oi ,tudo bem?
Seu blog é muito bom, e como voce esta bem mais por dentro do mundo dos games do que eu, preciso de te fazer um pergunta, nao achei o teu e-mail, entao vai no comentario…
Quando eu tinha playstation um dos meus jogos prediletos era bushido blade. Não sei se voce conhece, mas era uma luta de armas super realista, que com um golpe certeiro voce ganhava a luta, e a interacao dos jogadores com o cènario era fantastica…
minha pergunta é, voce sabe se existe algum jogo da nova geracao nesse estilo? eu dei uma pesquisada rapida e nao achei nada…
valeu!
Olá,
mesmo depois de um mês do seu tópico, que me fez lembrar totalmente dos momentos felizes que eu tive jogando FFVI na minha infância, eu queria acrescentar uma coisa boba, mas que me chamou a atenção.
A letra da ópera está MUITO diferente.
Pelo que eu percebi, o Final Fantasy VI do GBA foi totalmente “retraduzido”…
Eu percebi porque eu gostava tanto da ópera, que acabei decorando a letra e que eu guardei em algum CD o texto dela…peraí, peraí…achei…arquivo 22/01/1998 – Final Fantasy III (Ópera) =)
Oh My Hero, so far away now
Will I ever see your smile ?
Love goes away, like night into day
It’s just a fading dream.
I’m the Darkness, you’re the stars
Our love is brighter than the sun.
For eternity, for me there can be,
Only you my chosen one.
Must I forget you ?
Our solemn promise ?
Will autumn take the place of spring ?
What shall I do ?
I’m lost without you.
Speak to me once more !
You must part now
My life goes on.
But my heart won’t give you up
Ere I walk away
let me hear you say
I meant as much to you
So gently,
You touched my heart
I will be forever yours
Come what may
I won’t age a day
I’ll wait for you, always . . .
Pois é, oikram. Pelo que eu li, a letra da Ópera não foi apenas retraduzida, mas também adaptada. Tanto é que agora os versos rimam e estão 100% sincronizados com a “voz” em midi que toca durante a parte.
Eu não cheguei a conhecer na época do SNES, então não tenho base de comparação, mas muita gente falou que ficou melhor assim.
rc:
Eu joguei Bushido Blade e, realmente, é um dos jogos de luta mais originais que já joguei. Infelizmente eu não conheço nenhum outro no mesmo estilo. Mas isso não significa que não exista, já que eu não sou muito fã do gênero luta e definitivamente não conheço tantos jogos desse gênero. Minha dica: pergunta em algum fórum.
Abraço!
ai qm gosta de ff ta APOIADO PQ E MTU BOM BOM E BOM
claro q chronno trigger tbm e demais ou secret mais ff e super neh tbm adorei aqla parte da opera e mtu interessante e engraçadu bjinhus gente naum deixe de jogar