Arquivo para a categoria 'Jornalife'

Te vejo no Continue!

Eu tenho uma boa e uma má notícia para você, leitor do 16-BIT.

A boa: agora você vai poder ler posts novos meus todos os dias. Isso mesmo: de segunda a domingo!

A má: não vai ser aqui no 16-BIT.

Eu e o meu caro colega Douglas Pereira criamos o Continue (www.continue.com.br), que concentrará todos os nossos esforços a partir de agora. É um blog de notícias, de reviews, de bizarrices, de rumores, de tudo que tiver a ver com games. A idéia é que você entre lá todos os dias e sempre fique sabendo algo de novo. Seja algo útil ou não. :P

Não preciso nem dizer que eu conto com a visita de todos vocês lá, não é? Vocês vão gostar, tenho certeza.

Quanto ao 16-BIT, não vai morrer. Só vai receber (ainda) menos atenção. Tenho certeza que de vez em quando vai aparecer algum assunto, alguma idéia de texto que eu não vá considerar adequada para o Continue, aí eu posto aqui. Mas, via de regra, meu blog oficial agora é o Continue, não mais o 16-BIT.

Então… espero você lá!

Tela do Continue
Clique na imagem para ir para o Continue.

Paixão e argumentação no Destructoid

Destructoid ama SMB2Ninguém nunca me perguntou porquê eu gosto tanto do Destructoid, mas eu acho que agora é uma boa hora pra responder isso: eu gosto porque lá eu sempre posso ser surpreendido. Ao contrário da grande maioria dos sites, onde o título da notícia é um resumo perfeito do conteúdo da mesma e muitas vezes resume-a tão bem que nem faz-se necessária a leitura do texto em si, no Destructoid um título é apenas uma isca. Pelo título você é fisgado, ou não, a ler o texto.

E mesmo se você decidir ler o texto, nunca pode ter certeza de que sabe o que estará escrito lá.

Recentemente, por exemplo, eu vi um título que dizia mais ou menos isso: “Executivo da Nintendo sugere que Miyamoto pudesse estar em depressão ao criar Super Mario Bros. 2 (The Lost Levels)“. Preparado para ler um texto que contivesse uma citação da declaração do tal executivo acompanhada de uns dois ou três pequenos parágrafos da opinião do redator, eu me surpreendi, e muito, ao encontrar uma verdadeira carta de amor a um jogo esquecido e injustiçado.

Tristero, o redator em questão, não se contenta em discordar da opinião do tal executivo (que, por sinal, meramente especulou que Shiggy pudesse estar, talvez, um pouquinho deprê no período em questão). Além de simplesmente discordar, ele desembesta por mais de 20 longos mas fascinantes parágrafos de argumentação apaixonada, em busca de provar um único ponto: Miyamoto não apenas não estava depressivo, como estava em sua melhor forma criativa.

Desfilando por uma série de exemplos, e escrevendo com uma paixão que faz falta a 95% dos jornalistas de games (não apenas de games, mas de entretenimento em geral), Tristero não quer necessariamente mudar a sua opinião sobre o jogo. Se você não gostou, achou muito difícil, ou se recusa a acreditar que o ápice da genialidade de Miyamoto não ocorreu em Super Mario 64 ou The Legend of Zelda: Ocarina of Time, tudo bem. Tudo que ele quer é expressar a própria opinião, e por mais narcisista/egoísta que isso pareça, na verdade quem ganha somos nós.

Deixo abaixo alguns pequenos trechos traduzidos e uso este pequeno último parágrafo para manifestar a minha opinião sobre o assunto: clique aqui e leia o texto do cara. Leia e reflita. O jornalismo de games brasileiro precisa muito de textos assim. Não sei se consigo, mas vou tentar.

smb2-absynth.jpg

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Leitura Complementar

Capa da Arena Magazine #16

Já que eu não atualizo o meu blog com tanta frequência quanto poderia — e mesmo quando atualizo, os textos normalmente não são tão CORPULENTOS quanto vocês possam esperar –, aqui vão os links das minhas três últimas colaborações com a Arena Magazine, a ótima revista virtual do site ArenaTurbo, do iG. A revista é editada pelo meu “primo” Alexei Barros e conta com muitos textos do colega Claudio Prandoni. Sim, vocês já leram esses nomes aqui no 16-BIT.

Pra quem não conhece, a Arena Magazine é, como eu já disse, uma revista virtual. Ela pode ser lida no computador, em HTML, ou “baixada” em PDF. Para quem quiser imprimir e ler no ônibus, ou coisa assim. Ela fala de tudo quanto é coisa bacana. Cinema, DVD, Mangá/Anime, TV, Quadrinhos, Música e, claro, Games. Com uma ênfase maior nesse último. Sempre com textos numa linguagem bacana e diagramação bonita. Eu escrevo, desde a número 18, uma seção mensal chamada GameLife (que aliás é também o nome de um blog sobre games da Wired que já foi ótimo, hoje é só legalzinho continua ótimo).

A Edição 21 já deve estar quase no ar, com outra participação minha (um texto basicamente sobre como Pokémon é legal), e acabei de conversar com o pessoal pra acertar a pauta da 22.

Já conhecia? Ótimo, tu é dos meus. Não conhecia ainda? Corre lá, bacana!

Obs.: A capa lá no alto é a da edição 16. Segundo o Alexei, “a melhor que a gente já fez”.

Dando notícias

EXTRA! Fabio Bracht dá not�ciasE aí, meus amiguinhos! Tudo em cima? :D

Sim, eu sei que faz tempo que eu não apareço por aqui, e vou dar alguns motivos para isso:

1) Matéria na EGM Brasil
Eu escrevo pra EGM há um tempinho, mas nunca tinha escrito um texto grande, de pesquisa, com várias páginas. Recentemente tive a oportunidade (valeu, Fabão!) , e isso me tomou um tempo e uma concentração desgraçados. Não vou dizer sobre o que é, afinal, é a editora que solta essas informações na hora que achar melhor — ou, na maior parte das vezes, não solta, pra deixar vocês mesmos lerem. Só adianto que não é nenhum assunto fantááááástico assim e tal. É só bacaninha. Mas leia, porque fui eu que escrevi e porque eu acho que ficou bacana. Vai sair na próxima, que por sinal deve estar quase chegando nas bancas.

2) Matéria na Nintendo World
Essa eu acho que posso contar: um guia super detalhado sobre Mario Party 8, para a próxima edição. Vai ter umas onze páginas e vai falar tudo sobre o jogo. Tabuleiros, itens, todos os minigames… tudo. Daria pra ser ainda maior, mas acho que se fosse, vocês é que não iam querer ler um treco tão grande. Mario Party 8 é um jogo que eu gostaria de ter feito um review aqui. Um daqueles posts grandes, do tamanho dos de ICO ou Viva Piñata, falando tudo o que eu achei do jogo. Mas não deu. Ah, essa matéria foi legal também porque deu pra eu jogar o jogo bem antes do lançamento. Umas duas semanas antes eu já estava jogando, eu acho. Não tenho nenhuma confirmação disso, tô só chutando, mas acredito que, tirando o pessoal da Nintendo — claro –, eu fui um dos primeiros, sei lá, 100 indivíduos a jogar. Pensando bem, acho que não, mas deixa eu acreditar, vai. :)

3) Detonado Spider-Man 3 (PS2)
Sim, alguém tem que jogar o jogo medíocre do Homem-Aranha pro PS2, porque muitas outras pessoas querem jogar e precisam de detonado. É uma causa nobre, claro, mas, assim como cuidar daquele sobrinho chato para que alguém possa levar outra pessoa no hospital, é um trabalho chato. Um trabalho chato para uma causa nobre, mas ainda assim um trabalho chato. Mas eu tô brincando: o jogo não é nem de longe um primor técnico ou algo do tipo, mas eu consegui me divertir. Esse foi pra SDP e também ficou grandinho.

4) Trampinhos diversos
Apesar de estarem no diminutivo aqui, esses trampinhos acabam tomando um tempo colossal. É seção de notícias da Nintendo World, é um reviewzinho aqui e lá, é algum trampo extra-oficial que não é publicado e chega de última hora, é alguma colaboração pra outro lugar… Não tem muito o que falar disso, exceto que toma tempo.

5) Detonado Super Paper Mario
Coloquei esse por último porque é um que eu ainda não terminei. De fato, o jogo está lá ligado enquanto eu escrevo isso. Há quase uma hora, por sinal. Melhor ir lá desligar, pelo menos a TV. *Indo lá.* Pronto. Esse detonado está sendo muito legal porque, pela primeira vez, eu estou escrevendo um detonado com história traduzida e sem limite de caracteres. Eu sempre quis escrever um livro, contar uma história, só que essa tal história é que eu nunca consegui formular além de algumas idéias iniciais. Essa é a oportunidade que eu estava e sperando para exercer a minha “verve literária” (Trivas, lembrei de ti agora), só que com uma história que já existe. Estou gostando muito de escrever e tenho certeza que vocês vão gostar muito de ler.

6) Pokémon Diamond + Wi-Fi
Esse eu coloquei mais por último ainda, porque nem trabalho é. Sim, pessoas, eu comprei um Pokémon Diamond. Finalmente. E depois eu comprei um Nintendo Wi-Fi USB Connector. E eu amo Pokémon, desde o Yellow. E eu estava esperando esse jogo há mais de dois anos. E eu estava ainda mais seco por ele do que eu deveria estar, já que eu não tive a oportunidade de jogar a última geração antes dessa, a das versões Ruby e Saphire. O resultado é que todo tempo livre que eu tenho eu passo criando o meu vergonhoso time inicial (sério, tá uma merda… eu acho que perdi o jeito). Como efeito colateral, agora que eu tenho internet wi-fi livre no quarto, voltei a jogar Mario Kart DS, agora online. É muito bom. E eu chuto a bunda de qualquer no no MK. Aceito desafios nos comentários, se alguém ainda joga isso. Aceito desafios de Pokémon também, mas com o entusiasmo de quem sabe que vai ser bonitamente humilhado.

BÔNUS STAGE: Falta de saco
É… horas que a gente até gostaria de escrever no blog, mas algo bloqueia. É a chamada FS, Falta de Saco. Eu tenho blog há anos e adoro escrever no blog mais do que em qualquer outro lugar. É mais prazeroso. Mas mesmo assim eu tenho uns períodos que parece que eu enjôo. E eu tô (ou tava?) num desses. Mas eu asseguro a vocês: não é a primeira vez que isso me acontece, e eu sei que vai passar logo (ou já passou?).

Um Reino de Amigos

Eu dei muita risada esses dias. Estou há um tempão querendo postar isso, mas como vocês viram, não postei. Me refiro ao HySpace, uma paródia genial do MySpace (pra quem não conhece, é um site semelhante ao Orkut, mas que faz sucesso nos Estados Unidos possivelmente por não ter sido invadido por brasileiros).

O que aconteceria se o reino de Hyrule tivesse o seu MySpace? Ele seria o HySpace e seria assim:

hyspace_link.jpg

É hilário ficar entrando nos perfis dos personagens e ver o que eles escreveriam nos campos “Sobre”, o que postariam em seus blogs, que amigos teriam e que recados esses amigos teriam deixado.

E poderia ser sem graça, mas não: é genial. Quem escreveu, o fez muito bem. Um pequeno exemplo disso, pra quem ainda não se sentiu encorajado a clicar no link:

hyspace_linkblog.jpg

Tem como ser fã de Zelda e não rir disso? Então, agora que você já tem o que fazer por mais duas semanas, posso encerrar mais esse post. :P

* * *

É, no fim das contas parece que é possível: não apenas eu estou trabalhando ao mesmo tempo em que posto isso, como também este não é o único post que eu escrevo hoje. O Fabão inaugurou o já fantástico Jornalismo de Games – O Blog, no qual grande parte dos jornalistas de games que você conhece (ou não) escrevem sobre… games e jornalismo. Quem não ler (comece pelo meu primeiro post lá) não é uma pessoa bacana.

Jornalismo de Games
O blog mais movimentado do Brasil

A voz da internet

Logo do KotakuEmbora a “voz da internet” seja mundialmente conhecida pelo excessivo uso de palavras como “gay”, “n00b”, “owned”, “teh h4×00rz” e outras cretinices, hoje (ontem — droga, tô postando de novo no meio da madrugada) o povo da interwebs fez a diferença.

Tudo começou quando caiu nas mãos do Kotaku (site que ganhou meu respeito eterno, irrestrito e incondicional depois do episódio) uma bomba em forma de rumor: PlayStation Home.

Trata-se de uma nova funcionalidade do PlayStation 3, que, mesmo sendo mais uma cópia descarada em conceito, pelo menos é extremamente bem bolada. Sério, é algo que, se for verdade (lembre-se: ainda é um rumor), pode realizar a mágica suprema: me fazer ter vontade de comprar um PS3!

Enfim. Eu ainda não expliquei o que é a PlayStation Home e estou ciente de que fugi magistralmente do assunto do post, mas isso é que é legal de escrever no seu próprio veículo.

A tal da PlayStation Home é uma função que é (seria), de uma vez só, a resposta da Sony para os Achievements o sistema de Conquistas do Xbox 360 e os Miis do Wii. O usuário criaria um avatar (presumivelmente uma espécie de Mii, mas todo cheio de firulas), e esse avatar teria uma casa. Ou só um cômodo, não entendi direito. O bacana da coisa é que essa casa ou cômodo seria mobiliada com itens desbloqueados nos jogos! Tipo, você joga 1500 horas de Ridge Racer e ganha um pôster daquela japa que aparece em todos os games da série. Ou uma mesinha de centro no formato de um pneu. Aí você joga 732 partidas multiplayer de Resistance e ganha um tapete ou um sofá de pele de alienígena. Coisas assim.

De acordo com o rumor, também faria parte do plano estabelecer todas as comunicações “off-game” dos jogadores nessas casas. Vídeo-chat, essas coisas. Admito que adorei a idéia.

Mas voltamos ao assunto inicial. O Kotaku colocou as mãos no rumor de que essa função seria revelada na GDC, daqui a poucos dias. Procurou a Sony para comentar, e a resposta foi um básico “não comentamos rumores”, mas com um tempero a mais: um “pedido” para que a história não fosse publicada, sob o motivo de que poderia “prejudicar a relação profissional” entre as duas partes.

O que o Kotaku deveria fazer? Temer pela sua própria boa relação com uma das maiores empresas do setor, ou informar algo que pode nem ser verdade aos leitores? Óbvio, a segunda opção.

O site publicou o rumor e ainda mandou um email para a Sony avisando que o havia publicado.

Então a Sony enviou outro email, de volta, ainda menos simpática. Nele, um RP (Relações Públicas) da empresa “lamenta o fato”, mas cancela todas as reuniões e entrevistas exclusivas que o site já havia marcado para a GDC, desconvida o site de todos os eventos e promete não mais revelar nenhuma informação exclusiva de imprensa.

O Kotaku, do alto de sua razão, faz a coisa mais certa possível: publica o email, na íntegra, para apreciação geral da nação online.

Imaginem a efervescência em que se tornaram todos os fóruns do mundo, lotados de gente que já está acostumada a meter o pau na Sony desde que ela inventou um controle em forma de banana e tentou vender um console sem jogos que prestem pelo preço de um computador. Sério, não se via um assunto render tanto papo na internet desde que a Nintendo resolveu mudar o nome do Revolution para um sinônimo de pênis na língua inglesa (e uma palavra boba para o resto do mundo).

E não foram só os anônimos que soltaram a voz. Grandes sites tomaram partido na coisa também. Resultado? Um pedido de desculpas e todas as reuniões marcadas e relações reestabelecidas. O 1º de Março termina exatamente como começou para o Kotaku, como parceiro da Sony. Mas fica uma lição.

Eu acho que isso é um exemplo a ser seguido. Não por vocês, mas por mim. Vocês não tem nada a ver com isso. Eu escrevi este post mais pra poder ler daqui a alguns anos e ver como as coisas são/eram/têm que ser. O trabalho de um site é informar as pessoas, equilibrando rapidez com veracidade, independente do que quer que aconteça. O trabalho do departamento de relações públicas de uma empresa é assegurar que as informações só sejam reveladas na hora certa. Quando uma das duas partes não faz o seu trabalho direito, não há o que chorar. Leite derramado suja o chão mesmo, pode perguntar pra sua mãe.

É, já era
Já era.

Resultado

eu_trabalhando.JPG“Ei, Fábio, tu sumiu! Onde é que tu se meteu?”

Calma, gurizada. É o trabalho. Na falta de serviço, esse blog é o meu serviço, mas quando rola um freela, tem que dar um pause aqui. E às vezes não dá nem tempo de avisar que eu apertei o Start. É a vida. Resultado: vácuo no blog.

Mas não é porque eu estou postando aqui que eu terminei tudo. Não, só estou em fase de transição entre um freela relativamente tranquilo para um bem mais casca-grossa: o detonado do novíssimo Rogue Galaxy do PS2. Preciso entregar até o próximo fim de semana (o do dia 10, não esse) e já disseram que o jogo é enorme. Resultado: não esperem uma nova atualização até lá. Talvez até role, mas não é provável.

Mas pelo menos essas coisas valem a pena. Apesar de dar uma canseira do cão e me impedir de vir aqui atualizar o meu filhote internético com a frequência ideal, pelo menos me dá uma alegria quando fica pronto. Digo isso porque acabou de chegar às bancas a edição 25 da GameMaster. Nela eu escrevi um review pequeno de um dos meus jogos favoritos do DS, o ClubHouse Games (ainda escrevo um post sobre ele…), e as três páginas de uma nova seção, chamada Cultura Gamer, só com notícias menos convencionais do que “produtora tal anunciou/cancelou tal game”. Bem legal. A seção abre com uma ilustração gigante do Wii Sports — bem a minha cara. :P

Mas o melhor da revista é que é nela que você pode conferir o meu detonado do Viva Piñata, aquele que deu tanto trabalho pra fazer. Olha… Pode ter dado trabalho, mas ficou jóia. Seja você um jardineiro mestre ou um mero aprendiz, ou ainda alguém que simplesmente quer saber tudo sobre como o jogo funciona, dê uma lida no Guia Completo que acompanha a revista. Eu prometo que tem o selo 16-BIT de qualidade.

Resultado:

capas.JPG

capa.JPG

abre.JPG

 

Detonado

É como eu estou. Detonado. Sabe por quê? Porque eu estou fazendo um detonado. Vocês já fizeram um detonado? Funciona assim, você detona o jogo e, ao mesmo tempo, o jogo te detona. E aí você fica detonado, assim como o jogo que você detonou. É mais ou menos assim.

Por isso o blog ficou abandonado e este post é curto e tosco assim mesmo. Pelo menos eu tenho muito a dizer no próximo post. Mas ele vai ter que esperar até depois da minha noite com 20 horas de sono, porque eu tô precisando de uma dessas.

Como um pedido de desculpas, o próximo post vai entrar junto com uma imagem nova ali no cabeçalho. Essa do Wii Sports já encheu.

Alguém quer tentar adivinhar qual vai ser o próximo jogo?

PS.: Feliz 2007! 

Parabéns, Continue!

capa_continue_corte.jpgHoje foi um dia especial para os meus amigos Gustavo Hitzschky, Alexei Barros, Claudio Prandoni e André Sirangelo. Foi o dia em que a Continue ganhou nota 10, direto da boca da autoridade máxima Fabio Santana.

Antes de explicar o que significa tudo isso, deixe-me só acrescentar uma coisa: quando eu resolvi vir para São Paulo, uma das muitas coisas que eu deixei pra trás foi a faculdade de jornalismo. Felizmente eu consegui me arranjar na área mesmo sem ter um diploma no qual me apoiar, mas isso tem um lado ruim: às vezes faz com que eu questione a própria necessidade de se ter um. Mas depois que eu conheci essa galera que eu acabei de mencionar, não tenho a menor dúvida de que eu quero — e vou — me formar.

Não entendeu nada, não é? Tudo bem, essa era a intenção. Esclarecendo, “Continue” é o (incrivelmente apropriado) nome de uma revista de videogames que você não vê nas bancas. Porque ela é o trabalho de conclusão de curso (o tal TCC que os seus amigos universitários usam como desculpa para não sair com você) daqueles quatro bacanas que eu citei lá no início do texto, meus amigos. E hoje foi um dia especial pra eles porque foi o dia da “banca”, o dia em que os formandos põem o TCC à prova, submetendo-o à avaliação de professores e profissionais da área, como o meu outro amigo Fabão, que sabiamente decretou a Nota 10 para o projeto. Com merecimento.

Cara, é uma puta injustiça que ela não esteja nas bancas. Você TEM que ver essa obra-prima (parece que eles vão disponibilizar a revista em formato PDF para downloaf em breve). Ainda bem que eu tive a oportunidade de dar uma folheada na versão de papel. E ela é linda!

A começar pela capa, que eu fiz questão de colocar um pedaço aí no início do texto (clique para vê-la completa no tamanho over-mega-maxi-supermaior). Atual, além de linda (repito!), reflete exatamente o que a revista é. A diagramação é profissional e inspirada, com detalhes e mais detalhes que enchem os olhos, sem poluir as páginas. O conteúdo tem de tudo: matéria e análise do novo Zelda, especial sobre o Okami (também com análise), seção Retrô com um layout incrível e falando sobre SNES, coluna do Pablo… E sabe a tal última página, que as revistas vivem inventando coisas pra fazer com ela? Na Continue, ela vem com o perfil/biografia de algum ilustre desconhecido do mundo dos games. Nessa edição número 1, é o dublador do Solid Snake quem preenche a página.

Pequenos detalhes, como a barra de energia que ilustra a nota de um jogo em um review e os pequenos tracinhos de estilo que são encontrados em quase todas as páginas, dão ainda mais embasamento à minha humilde opinião: a revista é do caralho.

E digo mais. A julgar por esse pessoal, o futuro do jornalismo de games está em boas mãos. Quando Eduardo Trivella, Fábio Santana e Pablo Miyazawa se aposentarem, ainda teremos Gustavo Hitzschky, Alexei Barros e, quem sabe, Fabio Bracht. :P

Ei, um homem tem que ter ambição, não tem?

Ontem e Hoje

Tempo, tempo…Olha só que engraçado: no último post eu estava todo empolgado com o fato de ter participado pela primeira vez do Picto-Chat (seção da Nintendo World onde os editores/redatores batem um papo sobre algum assunto), e nesse post, venho comunicar que não trabalho mais na gloriosa Futuro Comunicação.

Oh!

Não, sério, eu não trabalho mais lá. Me mandaram embora ontem. O site Herói.com.br já não faz parte da minha rotina de trabalho. Aquela história básica de corte de gastos e tudo mais, sabe? Com razão, afinal, a empresa tem que fazer aquilo que a empresa tem que fazer para continuar de pé. Minha função não era mais necessária, segundo o julgamento da empresa. Eu entendo.

Mas esses cinco meses que eu passei lá foram, de muito longe, uma das melhores experiências da minha vida. Aprendi uma quantidade absurda de coisas, coisas que não se aprende de outro modo que não vivenciando. Fiz amizades que com certeza perdurarão, não importa o que aconteça. Aumentei minha cultura e diminuí meus preconceitos. Caralho, até aprendi a jogar Winning Eleven!

Agora que eu estou “disponível no mercado de trabalho” (adoro esse eufemismo para “desempregado”), o que muda? Pra começar, esse blog vai voltar a ser diário. Não diário no sentido de “querido diário, hoje meu dia foi assim e assado e blablablá”, mas diário no sentido de ser atualizado todos os dias. Quem se lembra do início do 16-BIT sabe que ele costumava ser diário (no segundo sentido), atualizado toda manhã, embora nem sempre com posts muito bons… :P Agora, se Deus quiser, vai voltar a ser assim. Mal posso esperar pela tendinite e LERs.

Ah, vou ver se arranjo tempo amanhã de dar uma tapeada no visual e na organização dele.

Outra coisa que muda é que agora eu quero mais é experimentar. Quero ver como é a vida de quem escreve sobre games fora daquelas quatro paredes do segundo andar do 813 da Av. Heitor Penteado. Tô aceitando tudo. Então, se você quiser os meus textos na sua revista/site/blog/jornal/parede, é só entrar em contato comigo. Acredito que eu seja simpático.

Hive, iG, Estadão, Europa, Digeratti, UOL Jogos, FinalBoss, GameTV… estou olhando para todos vocês.

Claro que eu vou continuar “freelando” (acabei de lembrar do Fabão e suas “palavras proibidas”) na Futuro, pelo menos enquanto não for contratado (se for) por outro lugar, que exija exclusividade. Como eu disse, estou aberto a todas as possibilidades.

E você ficará sabendo por onde andam os meus textos, pode deixar.

Ah, e quer saber de uma coisa irônica? Eu sempre ouvia esse boato lá na Futuro, de gente que tinha visto um certo cara comendo na padoca lá de perto. Ontem, quando eu tava voltando de lá, com a minha sacolona cheia das tranqueiras da minha mesa, lá estava ele, Joselito em pessoa!, comendo uma coxinha na frente da janela da padoca que dava pra rua. Ô vida sem-noção, viu? :P

Até amanhã.

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