Arquivo para a categoria 'Notícias'

Te vejo no Continue!

Eu tenho uma boa e uma má notícia para você, leitor do 16-BIT.

A boa: agora você vai poder ler posts novos meus todos os dias. Isso mesmo: de segunda a domingo!

A má: não vai ser aqui no 16-BIT.

Eu e o meu caro colega Douglas Pereira criamos o Continue (www.continue.com.br), que concentrará todos os nossos esforços a partir de agora. É um blog de notícias, de reviews, de bizarrices, de rumores, de tudo que tiver a ver com games. A idéia é que você entre lá todos os dias e sempre fique sabendo algo de novo. Seja algo útil ou não. :P

Não preciso nem dizer que eu conto com a visita de todos vocês lá, não é? Vocês vão gostar, tenho certeza.

Quanto ao 16-BIT, não vai morrer. Só vai receber (ainda) menos atenção. Tenho certeza que de vez em quando vai aparecer algum assunto, alguma idéia de texto que eu não vá considerar adequada para o Continue, aí eu posto aqui. Mas, via de regra, meu blog oficial agora é o Continue, não mais o 16-BIT.

Então… espero você lá!

Tela do Continue
Clique na imagem para ir para o Continue.

Tectoy anuncia “novo” Mega Drive

Aqui vai uma pequena curiosidade: sabe por que este blog recebeu o nome de 16-BIT? Porque, logo depois de perceber que o endereço http://start.wordpress.com já havia sido registrado (por um FDP que nem usou o endereço, por sinal!), a primeira parada da minha mente foi o meu antigo Mega Drive 2, aquele com o botão Reset azul. Mais especificamente a inscrição dourada pela qual ele exibia tão orgulhosamente o seu poder de processamento:

16-BIT
16-BIT PRIDE! (Foto: Flickr do Vinícius, do Oitobits)

E é por isso que eu faço questão de sempre escrever 16-BIT assim, com hífen e em caixa alta. Em honra e memória ao primeiro videogame que me passou a magia de estar segurando um controle e controlando o destino de um serzinho pixelado na tela da TV.

MDP?Hoje a saudosa Tec Toy (que hoje chama-se Tectoy e está ressurgindo das cinzas) anunciou o lançamento de uma nova encarnação do clássico console da SEGA. O chamado Mega Drive Portátil é este aqui ao lado e será vendido a partir do dia 5 de dezembro. Custará 199 reais e terá 20 jogos na memória. A Tectoy não spoileou completamente o lançamento dizendo o nome de todos os 20 jogos, mas confirmou alguns bastante excelentes. O quão excelentes? Excelentes como em Sonic and Knuckles, Golden Axe, Alex Kidd the Enchanted Castle e The Revenge of Shinobi. Minha opinião se resume na expressão “Flawless Victory! Finish him!”

Ok, não vou enganar ninguém aqui. É bem provável que, apesar de ter adorado ouvir a notícia e de ter achado o novo Meguinha bonitaço, eu não vou comprar. Como todo bom gamer, eu tenho uma lista interminável de coisas que eu quero pra ontem, e ela é feita basicamente de coisas que não existiam antes de 2005[bb]. Mas se um dia eu ver essa belezinha num Submarino da vida, ao lado dos dizeres “12x sem juros de RS16,58″… Nunca se sabe.

Aliás: acaba de me ocorrer um pensamento: os jogos de Mega Drive custam em média 800 Wii Points no Virtual Console. Isso dá pouco mais de 16 reais. Por 20 deles, lá iriam-se 320 unidades monetárias brasileiras. Hmm…

(Quem me contou foi meu grande amigo Borbs, do Judão. Valeu!)

“O jogo que nasceu pro Wii, finalmente no Wii”

Amaterasu, o Deus Lobo fodão de OkamiA frase está entre aspas porque não fui eu quem disse, mas sim o Stan Lee nipo-brasileiro, Fabio Yabu. E refere-se mais uma das grandes notícias dessa semana bombástica: o fodástico Okami vai sair para o Wii!

Sejamos francos: o jogo tem cara de Nintendo. A jogabilidade é super parecida com Zelda, o gráfico tem aquele estilo artístico que muito deve ter se inspirado em Wind Waker e as vendas foram tão babacas que daria pra se pensar que era um jogo de GameCube. E aquele lance do pincel mágico? Perfeito para o Wii Remote!

Talvez por isso que desde o início da vida do Wii os fãs pedem para que Okami seja lançado para ele. Vários rumores já deram as caras dizendo que a tal versão estaria confirmada, mas justamente por esse desejo que o público manifestava, os rumores nunca eram críveis. “Desejo de fanboy”, diziam todos, e voltavam a confabular sobre Halo 3.

Mas agora é oficial. Conforme publicado ontem em todos os sites que cobrem games, Okami vai mesmo sair para o branquinho da Nintendo, na vaga data de “Spring 2008″, que seria lá pelo segundo trimestre do ano que vem. Com uma data tão distante, é impossível não se perguntar o que eles estarão aprontando em termos de extras. Só mudar a jogabilidade não deve ser tão demorado assim, certo? RE4 Wii, se não me engano, foi anunciado pouquíssimas semanas antes do lançamento.

Então o que será que podemos esperar em termos de extras? Eu não faço idéia. Por mim, só espero que eles consigam fazer os gráficos ficarem ainda mais bacanas do que no PS2. Fora isso, nem sei o que quero.

E outra pergunta que eu me faço: quem está trabalhando nele? O saudoso estúdio Clover, que fez a versão original, foi fechado (em parte justamente pelas fracas vendas do próprio Okami), então só resta algum outro estúdio da Capcom (o que não me inspiraria confiança) ou o estúdio Seeds, que foi fundado pelo pessoal que trabalhava na Clover e saiu fora quando fechou. Mas é muito improvável o pessoal do Seeds estar envolvido nisso… ou não? Sei lá.

Pouco antes de postar, fiquei sabendo que o estúdio que vai cuidar da produção é o Ready at Dawn, que já fez Daxter e agora está trabalhando em God of War: Chains of Olympus, ambos para o PSP. Trabalhar na adaptação do jogo estaria “de acordo com a nossa tradição de só fazer jogos que gostaríamos de jogar”. Bom? Acho que sim!

Enfim… perguntas demais, comemoração de menos! O que importa é que Okami finalmente vai sair pro Wii e eu finalmente vou terminá-lo (já que o do PS2 eu larguei antes da metade e até hoje não sei por quê). Viva!

Amaterasu está chegando
Amaterasu está chegando… de novo.

Gamers: novidade boa no “mercado” brasileiro de games

Logo da GamersPablo Miyazawa, que invariavelmente é sempre o primeiro a saber de qualquer grande notícia que envolva as palavras “games” e “Brasil” simultaneamente, deu o furo no Gamer.br esta manhã:

O Luiz Passos Paredes, ex-gerente de marketing da Microsoft para América Latina (relembre aqui), convocou a mim e outros comceituados profissionais do jornalismo para um happy hour, no qual ele revelaria “uma novidade revolucionária para o mercado de games brasileiro”. (…) Cheguei atrasado – óbvio – e a tal novidade já havia sido revelada para a meia dúzia de pessoas que ali se encontrava (três deles são meus colegas de profissão). A mais nova empreitada de Paredes chama-se Gamers, mas nada tem a ver com a revista homônima ou com a Microsoft. A Gamers é uma rede de megalojas especializadas em videogames que está chegando ao Brasil – mais especificamente na cidade de São Paulo – ainda este ano. Segundo Paredes, a Gamers será uma loja diferenciada e que deve “elevar o nível do mercado nacional”. O foco é o mercado de elite: apesar de os preços não ficarem distantes aos de outras lojas do território nacional, a diferença deve ficar por conta do atendimento de Primeiro Mundo ao consumidor.

Ao final do post (que é bem maior do que este pequeno trecho que coloquei acima), Pablo pergunta: “Enquanto isso, surgem as perguntas óbvias sobre a chegada da Gamers ao país: as coisas mudam ou não mudam? Se sim, para melhor ou pior?” E eu, aproveitando que faz um tempão que não comento no blog do colega, teço um comentário desnecessariamente grande, que reproduzo abaixo (não deixe de ler o texto do Pablo antes de ler a minha opinião, ou algumas coisas ficarão fora de contexto):

Duas empresas grandes, bem-sucedidas em seus lugares de origem, que chegam quase ao mesmo tempo e cheias de vontade de encarar o apático mercado brasileiro. Regresso não há de vir daí.

Não sei se é o caso da Synergex, mas a Gamers é uma potencial anunciante de peso para os veículos de games, por exemplo. Uma coisa que dá meio pena de ver nas revistas nacionais é a total falta dos grandes anunciantes que rolam nas revistas gringas. Aqui praticamente só tem anúncio de loja safada que vende PS2 desbloqueado na Sta Ifigênia.

E com uma loja bacana, especializada no segmento, talvez outras cadeias de varejo que já trabalham com games (como a Fnac, entre outras), possam começar a “se aprumar” e dar mais atenção a esse mercado.

Enfim… acho que a grande notícias que poderia haver pros games nesse nosso país continua sendo, mais do que a instalação de qualquer grande empresa por aqui, a reestruturação das taxas de importação sobre consoles, jogos e acessórios que entram no Brasil. É isso que o mercado precisa e é isso que o povo quer ouvir.

Mas nem por isso a Gamers deixa de ser uma grande notícia.

E repasso a pergunta a você, leitor do 16-BIT (que nunca viu tantas atualizações numa mesma semana): o que acha dessa novidade? É motivo pra comemorar ou não vale nem o esforço de clicar em “comentar”?

PS.: Dei uma pesquisada no Google agora (queria achar uma imagem ou logo para ilustrar o post) e não achei nenhuma menção à tal rede de lojas mexicana. Será que ela é tão grande quanto esse anúncio faz parecer? (Atualização: de acordo com os posts do GameBlog, onde eu achei a imagem lá de cima, é uma grande rede com 70 lojas no México e duas no Chile, onde ela começou a atuar a apenas dois meses.)

PPS.: Na verdade, quem deu o furo foram os grandes Luiz Siqueira e Nelson Alves Jr., em uma dupla de posts ontem à noite no GameBlog. Valeu pela correção, Fabão! É que a gente já é tão acostumado a ver o Pablo dando altos furos por aí…

Brütal Legend: o pacto de Tim Shafer com os demônios do Rock, oferecendo horas futuras de nossas vidas em sacrifício

Brütal Legend na capa da Game Informer de Outubro/2007

“Há algo nos roadies que nós sempre gostamos. Eles são meio como os rock stars, já que vivem o estilo de vida rock ‘n roll. Mas eles não vivem isso em um lugar privilegiado, num pedestal. Eles vivem lá embaixo, nas trincheiras. Eles que botam a mão na massa; eles ligam os cabos nos amplificadores. Mas ainda assim eles vivem neste mundo de fantasia do rock. Há algo de nobre nisso. Eles não ficam com toda a glória, eles fazem ela acontecer. Um roadie é um herói que não se encaixa no mundo moderno. Ele quer fazer coisas grandes, tipo Rei Arthur. E se esse cara tivesse a chance de ser esse tipo de herói? E se ele pudesse entrar nesse mundo de fantasia, mas pudesse trazer o seu Camaro e a sua música junto? Criar um mundo para esse cara — é sobre isso que é este jogo. É sobre um roadie chamado Eddie Riggs.”

Este é Tim Shafer, falando sobre Brütal Legends, o novo jogo da sua produtora Double Fine, na abertura da matéria de capa da Game Informer desse mês. A capa e a matéria”vazaram” na internet há poucas horas atrás, “coincidentemente” junto com o primeiro trailer.

Dedique um momento da sua vida para assistí-lo:

Tim Schafer é um homem que nunca deu bola fora. Em seu currículo temos seis grandes jogos — grandes não no sentido de levar muitas horas para terminar, mas sim no sentido de fazer pessoas felizes. Os dois primeiros Monkey Island, Day of The Tentacle, Full Throttle, Grim Fandango e Psychonauts. Todos estas aventuras têm, ao menos em parte, o cérebro de Schafer por trás. E todas elas têm ainda um séquito de fãs saudosos e ardorosos, porque é isso acontece quando você faz jogos fodas.

(Eu me evergonho de dizer que, dentre estes, o único que eu joguei foi o que ilustra o cabeçalho do meu blog nesta data: Psychonauts. De fato, estou em processo de terminá-lo neste exato momento, jogando a conta-gotas, e estou adorando ter todas as minhas expectativas ultrapassadas. Não é à toa que o jogo rendeu tantos prêmios.)

E agora ele me vem fazer um jogo sobre rock, com Jack Black dublando o personagem principal! E querem que eu não fique empolgado?! É demais para a minha pobre cabeça!

Sabe-se pouco a respeito do jogo até agora (tudo que saiu foi este trailer e esta matéria de capa da Game Informer), mas sabe-se o suficiente. A história conta a lenda de Eddie Riggs, o roadie de uma grande banda de rock, que veste uma fivela amaldiçoada pelos demônios do rock. A fivela tem a forma da cabeça de um demônio, com uma enorme boca sorridente. Ao se machucar durante o trabalho, um pouco do seu sangue cai na boca, e Eddie é transportado para outro mundo, outro tempo, outra dimensão… sei lá onde. Mas é um lugar onde o rock, que é apenas um estilo de vida para poucos no mundo que o roadie conhece, é muito mais do que isso. O rock é o próprio mundo, neste lugar.

Lá ele encontrará um baixista tão poderoso que consegue curar as pessoas só com a vibração das cordas do seu baixo mágico. Lá ele pode usar os solos da própria guitarra para conjurar fogos e poderes extraordinários. Lá ele deve criar um exército de headbangers e derrotar os demônios que escravizam a humanidade, tonando-se ele mesmo o maior roqueiro deste mundo. Lá ele deve conquistar a garota no final.

Mas foda-se a história, não é verdade? O importante é que o jogo vai ter batalhas hilariamente sanguinolentas e diálogos sanguinolentamente hilários na voz de Jack Black, cortesia do Tio Tim.

Agradeçam direitinho a ele quando este jogo sair. Já sabem como, né? Comprando a droga do jogo, claro, e não fazendo-o passar pela mesma vergonha de Psychonauts, que parou de ser fabricado antes de vender míseras 400.000 cópias!

Tim Schafer
Valeu!

Quem quer me ver na TV? (Update: vai ficar querendo)

Logo da MTV

UPDATE: Ainda bem que eu incluí as palavras em itálico no início do post. Melou o convite, não vai mais rolar. Daqui a pouco eu apago o post, inclusive (ou não). Esse aviso é para os que recebem o feed não ficarem boiando. Fica pra próxima! :P

Ao que tudo indica (ainda há chances de não rolar), hoje eu estarei participando do Debate MTV às 22h, ao vivo. Estou tão surpreso quanto vocês devem estar, provavelmente mais. O tema vai ser aquele clichê básico que se espera da TV aberta: “Jogar videogame demais deixa os jovens isolados?”, e eu fui convidado sabe-se lá por quê. Mas eu vou! Na pior das hipóteses, vai ser mais uma experiência ruim da qual eu vou tirar algum aprendizado. Na melhor, vai ser divertido pra caralho.

Então, se a sua TV não tiver alergia à MTV, sintoniza lá às dez da noite pra descobrir como eu sou feio.

Mais importante: algum de vocês tem algum argumento bacana em relação ao tema do debate? O que vocês diriam? Algo que diriam se encontrassem o Lobão na rua? Tentem responder, tipo, agora. Valeu!

O mundo é um lugar mais feliz: Sonic confirmado em Smash Bros. Brawl!

New Challenger Approaching! - Sonic

Eu ia incluir isso como um update no post abaixo quando percebi a burrada que ia fazer. Como assim?! Essa é a notícia que 80% dos fãs de Smash Bros estavam esperando desde que Solid Snake falou “Showtime!” com um engraçado sotaque japonês no surpreendente final do trailer que foi exibido na E3 2006! Vamos fazer de conta que você já não leu no título e repetir, só por ênfase:

Sonic The Hedgehog, o ouriço azul que corre além da velocidade do som, foi confirmado essa manhã como um dos lutadores de Super Smash Brothers Brawl! E mais: o sapato vermelho dele vai ir de encontro ao boné vermelho do Mario assim que eu pôr as mãos nesse jogo!

Sonic em Eldin Bridge

Talvez, apenas talvez, você não entenda o motivo da minha empolgação. Dê então uma boa olhada nas screenshots espalhadas pelo post. É o Sonic… em Eldin Bridge! É o Sonic… olhando feio pro Link! É o Sonic… entrando de sola do Mario! É o Sonic… pagando de B-Boy em Shadow Moses!

Sonic olhando feio pro Link

Qual é! Todo mundo tem que admitir que isso é a própria definição de “huge news”! Aquele joguinho potencialmente tosco que põe Mario e Sonic todos bonitinhos e amiguinhos pra disputar 100m rasos como se isso fosse a coisa mais normal do mundo não conta. Legal pelo contexto histórico, claro, mas seja sincero: você prefere os dois partindo para a porrada (ainda mais no hilariante e descontraído mundo de Smash Bros) ou vendo quem consegue atirar um peso em maior distância?

Quem me conhece sabe que apesar de respeitar todos os gamers e seus gostos, por mais diferentes que sejam dos meus, eu sou fã da Nintendo. Logo, seria de se esperar que eu gostasse mais do Mario do que do Sonic. Mas isso não acontece.

Primeiro, porque eu era “Seguista” na época de ouro dos 16 bits. Tinha o Mega Drive e achava ele bem melhor, apesar do SNES ter uma variedade maior de jogos. Mas o Mega Drive tinha vários que eu adorava, como ToeJam & Earl, Shadow Dancer, Road Rash… e claro, os Sonics. A verdade é que eu não conhecia direito o SNES, tanto é que, quando conheci, deixei de achar que o Mega era melhor. Afinal, ele não tinha Chrono Trigger, Yoshi’s Island, Super Metroid…

Sonic pagando de B-Boy em Shadow Moses

Mas, acima disso, eu sempre preferi o Sonic ao Mario, como personagem. Não estou falando dos jogos, porque aí sim o Mario seria campeão indiscutível na minha opinião. Os jogos do encanador são, em média, muito superiores aos do ouriço, ainda mais depois que o Dreamcast faliu. Mas como personagem, o Sonic é muito mais legal. Nos primóridos da minha pré-adolescência, quando essa tal de internet ainda era coisa nova pra mim e o hpG era a febre da molecada nerd, eu até tinha esse site chamado SonicGate (depois SonicGate Evolution), onde eu colocava artes, emuladores, roms, gifs animados, notícias e wallpapers que eu mesmo fazia no Photoshop 6. Pena que não existe mais.

Não sei… tudo no mundo do Mario é simpático, colorido, inofensivo, como um bom desenho que passa sábado de manhã (só que com mais cogumelos). Já o Sonic sempre foi mais hardcore. É difícil controlá-lo, ele exige mais dos teus reflexos. Apesar do mundo dele também ser colorido e cheio de bichinhos fofos (nenhum problema com isso), ele em si é mais bacana. Não sei explicar direito essa parte da minha preferência. O Mario é tipo um amigo que eu gostaria de ter. O Sonic (por mais bizarro que isso seja) se aproxima mais de um herói que eu queria ser.

Mas chega de papo abre-coração. O Sonic está lá, e no dia em que Super Smash Bros Brawl for lançado (a má notícia é que ele foi adiado de novo) eu te espero na WFC. Vou te acertar tão rápido que você só vai ver um borrão azul.

Sonic entrando de sola no Mario!
Não te dá um formigamento nos dedos só de ver isso?

Dando notícias

EXTRA! Fabio Bracht dá not�ciasE aí, meus amiguinhos! Tudo em cima? :D

Sim, eu sei que faz tempo que eu não apareço por aqui, e vou dar alguns motivos para isso:

1) Matéria na EGM Brasil
Eu escrevo pra EGM há um tempinho, mas nunca tinha escrito um texto grande, de pesquisa, com várias páginas. Recentemente tive a oportunidade (valeu, Fabão!) , e isso me tomou um tempo e uma concentração desgraçados. Não vou dizer sobre o que é, afinal, é a editora que solta essas informações na hora que achar melhor — ou, na maior parte das vezes, não solta, pra deixar vocês mesmos lerem. Só adianto que não é nenhum assunto fantááááástico assim e tal. É só bacaninha. Mas leia, porque fui eu que escrevi e porque eu acho que ficou bacana. Vai sair na próxima, que por sinal deve estar quase chegando nas bancas.

2) Matéria na Nintendo World
Essa eu acho que posso contar: um guia super detalhado sobre Mario Party 8, para a próxima edição. Vai ter umas onze páginas e vai falar tudo sobre o jogo. Tabuleiros, itens, todos os minigames… tudo. Daria pra ser ainda maior, mas acho que se fosse, vocês é que não iam querer ler um treco tão grande. Mario Party 8 é um jogo que eu gostaria de ter feito um review aqui. Um daqueles posts grandes, do tamanho dos de ICO ou Viva Piñata, falando tudo o que eu achei do jogo. Mas não deu. Ah, essa matéria foi legal também porque deu pra eu jogar o jogo bem antes do lançamento. Umas duas semanas antes eu já estava jogando, eu acho. Não tenho nenhuma confirmação disso, tô só chutando, mas acredito que, tirando o pessoal da Nintendo — claro –, eu fui um dos primeiros, sei lá, 100 indivíduos a jogar. Pensando bem, acho que não, mas deixa eu acreditar, vai. :)

3) Detonado Spider-Man 3 (PS2)
Sim, alguém tem que jogar o jogo medíocre do Homem-Aranha pro PS2, porque muitas outras pessoas querem jogar e precisam de detonado. É uma causa nobre, claro, mas, assim como cuidar daquele sobrinho chato para que alguém possa levar outra pessoa no hospital, é um trabalho chato. Um trabalho chato para uma causa nobre, mas ainda assim um trabalho chato. Mas eu tô brincando: o jogo não é nem de longe um primor técnico ou algo do tipo, mas eu consegui me divertir. Esse foi pra SDP e também ficou grandinho.

4) Trampinhos diversos
Apesar de estarem no diminutivo aqui, esses trampinhos acabam tomando um tempo colossal. É seção de notícias da Nintendo World, é um reviewzinho aqui e lá, é algum trampo extra-oficial que não é publicado e chega de última hora, é alguma colaboração pra outro lugar… Não tem muito o que falar disso, exceto que toma tempo.

5) Detonado Super Paper Mario
Coloquei esse por último porque é um que eu ainda não terminei. De fato, o jogo está lá ligado enquanto eu escrevo isso. Há quase uma hora, por sinal. Melhor ir lá desligar, pelo menos a TV. *Indo lá.* Pronto. Esse detonado está sendo muito legal porque, pela primeira vez, eu estou escrevendo um detonado com história traduzida e sem limite de caracteres. Eu sempre quis escrever um livro, contar uma história, só que essa tal história é que eu nunca consegui formular além de algumas idéias iniciais. Essa é a oportunidade que eu estava e sperando para exercer a minha “verve literária” (Trivas, lembrei de ti agora), só que com uma história que já existe. Estou gostando muito de escrever e tenho certeza que vocês vão gostar muito de ler.

6) Pokémon Diamond + Wi-Fi
Esse eu coloquei mais por último ainda, porque nem trabalho é. Sim, pessoas, eu comprei um Pokémon Diamond. Finalmente. E depois eu comprei um Nintendo Wi-Fi USB Connector. E eu amo Pokémon, desde o Yellow. E eu estava esperando esse jogo há mais de dois anos. E eu estava ainda mais seco por ele do que eu deveria estar, já que eu não tive a oportunidade de jogar a última geração antes dessa, a das versões Ruby e Saphire. O resultado é que todo tempo livre que eu tenho eu passo criando o meu vergonhoso time inicial (sério, tá uma merda… eu acho que perdi o jeito). Como efeito colateral, agora que eu tenho internet wi-fi livre no quarto, voltei a jogar Mario Kart DS, agora online. É muito bom. E eu chuto a bunda de qualquer no no MK. Aceito desafios nos comentários, se alguém ainda joga isso. Aceito desafios de Pokémon também, mas com o entusiasmo de quem sabe que vai ser bonitamente humilhado.

BÔNUS STAGE: Falta de saco
É… horas que a gente até gostaria de escrever no blog, mas algo bloqueia. É a chamada FS, Falta de Saco. Eu tenho blog há anos e adoro escrever no blog mais do que em qualquer outro lugar. É mais prazeroso. Mas mesmo assim eu tenho uns períodos que parece que eu enjôo. E eu tô (ou tava?) num desses. Mas eu asseguro a vocês: não é a primeira vez que isso me acontece, e eu sei que vai passar logo (ou já passou?).

Confirmado: Video Games Live volta ao Brasil em Setembro de 2007

Videogames Live LogoSabe aquelas newsletters que você nunca assina? Ou, mesmo quando assina, nunca lê quando chegam na sua inbox? Pois é… Não sei por que diabos eu fui resolver ler uma dessas que chegou hoje no meu email, com o título: Incredible week of announcements for Video Games Live!

Entre um monte de blábláblá sobre como o VGL anda fazendo sucesso por onde passa, havia uma tabela com datas das próximas apresentações. E olha o que eu vi nela:

Rio de Janeiro, Brazil September, 2007 TICKETS ON SALE MAY
Brasilia, Brazil September, 2007 TICKETS ON SALE MAY
São Paulo, Brazil September, 2007 TICKETS ON SALE MAY

Pra quem não entendeu, aí diz que em Setembro de 2007 (ou seja: daqui a seis meses, tempo suficiente pra você poupar uma grana), o VGL vai passar por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília em três apresentações, cujos ingressos começam a ser vendidos em Maio.

Eu esperava mais lugares, pra ser sincero. No mínimo Porto Alegre e/ou Curitiba. Talvez algum na Bahia também. Porque eles mencionaram interesse nesses lugares quando vieram pra cá ano passado. Se bem que a apresentação do Rio em 2006 foi anunciada um tempo antes da de SP… o que significa que mais datas ainda podem ser anunciadas. É difícil, mas é uma possibilidade.

E sabe o que é mais legal? Eu dei uma olhada nos grandes sites de games brasileiros, e nenhum deles deu essa notícia ainda. Só o Overmundo deu a notícia antes. Mas como você muito provavelmente não lê o Overmundo… Você leu aqui no 16-BIT primeiro!

Ou isso, ou todo mundo já deu a notícia há muito tempo atrás e eu é que não vi. :D

Então? Nos vemos lá?

A voz da internet

Logo do KotakuEmbora a “voz da internet” seja mundialmente conhecida pelo excessivo uso de palavras como “gay”, “n00b”, “owned”, “teh h4×00rz” e outras cretinices, hoje (ontem — droga, tô postando de novo no meio da madrugada) o povo da interwebs fez a diferença.

Tudo começou quando caiu nas mãos do Kotaku (site que ganhou meu respeito eterno, irrestrito e incondicional depois do episódio) uma bomba em forma de rumor: PlayStation Home.

Trata-se de uma nova funcionalidade do PlayStation 3, que, mesmo sendo mais uma cópia descarada em conceito, pelo menos é extremamente bem bolada. Sério, é algo que, se for verdade (lembre-se: ainda é um rumor), pode realizar a mágica suprema: me fazer ter vontade de comprar um PS3!

Enfim. Eu ainda não expliquei o que é a PlayStation Home e estou ciente de que fugi magistralmente do assunto do post, mas isso é que é legal de escrever no seu próprio veículo.

A tal da PlayStation Home é uma função que é (seria), de uma vez só, a resposta da Sony para os Achievements o sistema de Conquistas do Xbox 360 e os Miis do Wii. O usuário criaria um avatar (presumivelmente uma espécie de Mii, mas todo cheio de firulas), e esse avatar teria uma casa. Ou só um cômodo, não entendi direito. O bacana da coisa é que essa casa ou cômodo seria mobiliada com itens desbloqueados nos jogos! Tipo, você joga 1500 horas de Ridge Racer e ganha um pôster daquela japa que aparece em todos os games da série. Ou uma mesinha de centro no formato de um pneu. Aí você joga 732 partidas multiplayer de Resistance e ganha um tapete ou um sofá de pele de alienígena. Coisas assim.

De acordo com o rumor, também faria parte do plano estabelecer todas as comunicações “off-game” dos jogadores nessas casas. Vídeo-chat, essas coisas. Admito que adorei a idéia.

Mas voltamos ao assunto inicial. O Kotaku colocou as mãos no rumor de que essa função seria revelada na GDC, daqui a poucos dias. Procurou a Sony para comentar, e a resposta foi um básico “não comentamos rumores”, mas com um tempero a mais: um “pedido” para que a história não fosse publicada, sob o motivo de que poderia “prejudicar a relação profissional” entre as duas partes.

O que o Kotaku deveria fazer? Temer pela sua própria boa relação com uma das maiores empresas do setor, ou informar algo que pode nem ser verdade aos leitores? Óbvio, a segunda opção.

O site publicou o rumor e ainda mandou um email para a Sony avisando que o havia publicado.

Então a Sony enviou outro email, de volta, ainda menos simpática. Nele, um RP (Relações Públicas) da empresa “lamenta o fato”, mas cancela todas as reuniões e entrevistas exclusivas que o site já havia marcado para a GDC, desconvida o site de todos os eventos e promete não mais revelar nenhuma informação exclusiva de imprensa.

O Kotaku, do alto de sua razão, faz a coisa mais certa possível: publica o email, na íntegra, para apreciação geral da nação online.

Imaginem a efervescência em que se tornaram todos os fóruns do mundo, lotados de gente que já está acostumada a meter o pau na Sony desde que ela inventou um controle em forma de banana e tentou vender um console sem jogos que prestem pelo preço de um computador. Sério, não se via um assunto render tanto papo na internet desde que a Nintendo resolveu mudar o nome do Revolution para um sinônimo de pênis na língua inglesa (e uma palavra boba para o resto do mundo).

E não foram só os anônimos que soltaram a voz. Grandes sites tomaram partido na coisa também. Resultado? Um pedido de desculpas e todas as reuniões marcadas e relações reestabelecidas. O 1º de Março termina exatamente como começou para o Kotaku, como parceiro da Sony. Mas fica uma lição.

Eu acho que isso é um exemplo a ser seguido. Não por vocês, mas por mim. Vocês não tem nada a ver com isso. Eu escrevi este post mais pra poder ler daqui a alguns anos e ver como as coisas são/eram/têm que ser. O trabalho de um site é informar as pessoas, equilibrando rapidez com veracidade, independente do que quer que aconteça. O trabalho do departamento de relações públicas de uma empresa é assegurar que as informações só sejam reveladas na hora certa. Quando uma das duas partes não faz o seu trabalho direito, não há o que chorar. Leite derramado suja o chão mesmo, pode perguntar pra sua mãe.

É, já era
Já era.

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