Arquivo de abril \28\UTC 2006

2º Troféu GameWorld – Melhores de 2005

Jornalistas falando sobre games em todos os cantos. Bebidas. Canapés e salgadinhos. Representantes de empresas como Microsoft e Electronic Arts. Modelos sorridentes. Não, não é a E3, meu amigo. É o 2º Troféu Gameworld – Melhores de 2005.

Troféu Gameworld Logo

Fico muito feliz por estar escrevendo isso em um blog pessoal, onde eu posso dizer o que quiser, por mais pessoal que seja. Já que pra mim é difícil avaliar esse evento sob a perspectiva de um jornalista veterano, alguém que é acostumado a essas coisas. Eu nunca compareci a algum evento do tipo, então foi inevitável um certo deslumbramento. Especialmente após dois coquetéis de côco e um copo de whisky.

O evento em si, a premiação, devo dizer que não foi a coisa mais espetacular do mundo. Marcelo Barbão, Jocelyn Auricchio e Pablo Miyazawa (todos jornalistas da Futuro Comunicação, organizadora e idealizadora do evento) revezavam-se em ler as fichas de premiação, anunciando os indicados e logo após os ganhadores entre as diversas categorias, que foram desde "Melhor Jogo de Corrida" até "Melhor Produtora Nacional". Foi simples, mas funcional, apesar de 12 dos 22 premiados (Square-Enix, por exemplo) não terem comparecido ao evento pelo fato não possuírem escritório em terras brasileiras. O resultado você vai poder conferir nas publicações da Futuro nas próximas semanas.

O que foi realmente legal foi a idéia por trás do evento. Aquela mentalidade de "bem, a gente não tem o cacife pra fazer um evento arrasa-quarteirão, mas vamos fazer alguma coisa!". Isso é muito importante para a indústria de jogos eletrônicos no Brasil. Já li entrevistas de gente do Japão ou Estados Unidos que se surpreendiam de verdade ao ficar sabendo que existiam revistas de games no Brasil. Que a gente aqui sabia jogar videogame. Imagina então o que esse pessoal vai dizer quando alguém cutucar eles lá na E3 daqui a uma semana e pouco e dizer: "Ó, tá aqui o teu prêmio, que você ganhou lá no Brasil em uma votação popular via internet que mobilizou mais de X mil jogadores". Faz bem pra nossa imagem. Mostra que a gente existe.

Sem contar que toda essa premiação, é claro, foi devidamente acompanhada de muita bebida e comida grátis, como todo bom evento deve ser. E na verdade esse foi o ponto forte do evento, para mim. Não, não a comida e a bebida, mas as consequências da comida e da bebida. As conversas, os contatos, a quantidade de gente que se conhece. Tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis e conversar direito pela primeira vez com algumas tantas outras. Sinto-me no dever de citar alguns nomes que me impressionaram pela simpatia: Rafael Mazza (Gerente de Marketing da Level-Up), Renato Bueno (Diagramador e Redator, trabalhando na Folha), Henrique Minatogawa (Revisor e Colaborador da Futuro) e Rodrigo Guerra (Redator da Futuro). Isso sem contar os carimbados Pablo Miyazawa (Futuro), Théo Azevedo (UOL), Renata Honorato (iG), Gustavo Petró (Folha), entre tantos outros que eu já conhecia e admirava de outros carnavais.

Enfim, foi um evento e tanto, que eu vou guardar na memória por um bom tempo. Até porque, como todos os outros que compareceram, eu ganhei uma réplica extremamente bacana do troféu. Morram de inveja. 😛

Réplica do Troféu Gameworld

E que venha o terceiro!

(Siga o link para conferir a lista dos vencedores.) Continue lendo ‘2º Troféu GameWorld – Melhores de 2005’

Wii – O novo nome da Revolução

Wii LogoTraduzido do site oficial:

(Tenha em mente que “Wii” é uma palavra que é pronunciada exatamente igual à palavra “we”, que, em inglês, significa “nós”. Então, para entender os trocadilhos, troque sempre a palavra “Wii”, pela palavra “Nós”.)

Apresentando… Wii.

Assim como em “we”.

Enquanto o codinome Revolution expressou a direção que queríamos seguir, Wii representa a resposta. Wii vai quebrar aquela barreira que separa jogadores de videogame do resto das pessoas. Wii vai colocar as pessoas mais em contato com seus jogos… e umas com as outras. Mas você provavelmente está se perguntando: O que significa esse nome?

Wii soa como “we”, o que enfatiza que o console é para todos. Wii pode ser facilmente memorizado por pessoas do mundo todo, não importa qual língua elas falem. Sem confusão. Sem precisar abreviar. Apenas Wii.

Wii tem uma característica escrita do “ii” que simboliza tanto os controles únicos quanto a imagem das pessoas jogando. E Wii, como um nome e um console, traz algo de revolucionário para o mundo dos videogames que o diferencia na multidão.

Então isso é Wii. Mas agora a Nintendo precisa de você. Porque não se trata de eu ou de você. Se trata de Wii. E juntos, “Wii” vai mudar tudo.

Caramba, o nome do Revolution agora é Wii. Assim como o nome Dolphin (pelo qual o GameCube era conhecido antes do seu lançamento), “Revolution” vai ficar pra sempre na história da Nintendo como o videogame com o qual muitos sonharam, mas nenhum nunca pôde tocar. Porque quando finalmente chegar às mãos da multidão… o nome será outro outro.

Wii.

Vocês repararam como o logotipo lembra o do iPod? É mais um sinal de que o departamento de design da Nintendo anda fazendo a lição de casa.

Devo confessar que o nome me chocou nos primeiros instantes. Nos primeiros 10 ou 15 segundos após um amigo ter me contado do MSN, eu só fiquei olhando para a tela. Não dava pra imaginar. Mas aí eu fui no site conferir e vi o videozinho e o logotipo. Cinza em fundo branco. Wii. Aí eu li o texto, explicando o porquê do nome, como se fosse uma carta endereçada diretamente pra mim, e eu gostei do que li. E eu gostei do nome, e do logotipo, e da proposta…

Wii… Gostei. =)

O que eu quero ver nessa E3

Logo da E3A revista GameMaster desse mês chegou ontem às bancas, e com uma matéria de capa pra lá de interessante: algo como "Os 32 motivos que podem fazer desta E3 a melhor de todos os tempos." Com um nome desses eu nem preciso explicar do que se trata a matéria, não é? Pois bem.

O fato é que eu ainda não li a matéria e nem folheei as páginas dela, ou seja, não sei o que tem lá. Mesmo. Isso porque eu tive a idéia de fazer uma lista parecida com essa pra postar aqui no blog há algumas semanas atrás, só que estava esperando a feira se aproximar um pouco mais. Então, vamos fazer a brincadeira ficar mais divertida: eu vou fazer aqui a minha lista e hoje à tarde eu leio a deles. No próximo post eu comparo as duas, pra ver se as nossas listas ficaram muito parecidas. Mas eu acho que não vão ficar, já que a minha reflete mais o meu gosto pessoal, e a deles tem que refletir o do público.

Enfim, vamos à "O que eu quero ver nessa E3", dividido por empresa (logo depois do link):

Continue lendo ‘O que eu quero ver nessa E3’

O Ser Humano Normal Mais Sortudo do Mundo

Freehand Style ControllerUma parceria promocional entre a Nintendo e a AOL americana vai realizar o sonho máximo de qualquer pessoa que esteja esperando ansiosamente para jogar o Revolution – em suma, 99% dos gamers do mundo.

De acordo com Chris Kohler, do Game|Life, todos os usuários da AOL que utilizarem o serviço entre os dias 21 e 28 desse mês estão concorrendo. Dentre toda essa galera, serão sorteados apenas três que ganharão assentos na primeira fila da Press Conference da Nintendo na E3, no dia 9 de maio próximo. Só isso já seria prêmio suficiente para qualquer um, mas eles foram mais longe: um desses três sortudos(as) vai subir ao palco em um determinado momento da conferência e ser o primeiro ser humano normal (ou seja, alguém que não está no showbiz dos games) a pôr as mãos e jogar no mega-antecipado controle do Revolution.

Provavelmente tendo em vista que qualquer usuário da AOL pode ser sorteado, inclusive alguém que não faça a menor idéia se esse tal de Nintendo Revolution (que, aliás, provavelmente já não terá mais esse nome a essa altura dos acontecimentos) é de comer ou de beber, Kohler acrescentou, em seu post: "a possibilidade de um desastre, claro, é grande, se essa pessoa não conseguir descobrir como se usa o controle." Eu não concordo.

Eu acho que isso é precisamente o que a Nintendo quer. Me parece que o objetivo dessa promoção é justamente pegar alguém que não jogue videogames. Alguém que ache tudo aquilo muito complicado. Se essa pessoa conseguir jogar com o Revolution, a Nintendo terá demonstrado por A mais B (e de uma maneira espetacular, na minha opinião), que a proposta do seu novo console é real e efetiva. Que as pessoas não precisam ter medo do freehand-style controller, apesar desse nome. E eu, particularmente, confio que ela vai conseguir.

E o melhor de tudo: dada a predileção de Miyamoto-san por desafiar pessoas em eventos, o filho-da-$#&*@*% sortudo que for sorteado pode esperar jogar contra o japa mais cabeça do mundo dos games.

Ah, o Doce e Belo Marketing…

Paris Hilton e seu DESEJADO Xbox 360Clique nesse link, dê uma olhada nas fotos, depois feche a janela e, quando conseguir parar de rir, volte aqui.

Eu até entendo que as empresas precisam criar uma "imagem" para os seus novos consoles. Algo que passe para os clientes uma mensagem parecida com "OMG EU PRECISO TER ESSE VIDEOGAME SENÃO NUNCA VOU SER BACANA LOL!!11!1one!". Até porque, como todos sabem, a propaganda é a alma do negócio, e nos videogames a coisa não é nem um pouco diferente.

Porém, a coisa sempre complica um pouco quando resolvem colocar dinheiro demais nas mãos do departamento de marketing. Está tudo bem dar algumas declarações fortes, criar um pouco de hype e excitação sobre o console ou alguns de seus jogos ou até mesmo colocar mãos podres de zumbis em lápides saindo da terra em pleno centro da cidade, desde que tudo isso seja feito com criatividade.

Agora, comprar meia dúzia de celebridades falsas para dar sorrisos falsos, fingindo uma felicidade falsa por ter conseguido pôr as mãos em algo que elas não querem… Isso não é legal.

O Matthew Perry, o Donald Faison ou até o mesmo o Snoop Dogg, tudo bem. Mas a Paris Hilton?! Eu fico imaginando o que ela disse quando chegou em casa com uma sacola contendo uma coisa que ela não faz idéia do que é ou pra que serve… Alguém tem algum chute?

Games Movidos a Grana

GranaAntes que interpretem mal o título do post, deixa eu esclarecer: eu sei que TODOS os games são movidos a grana. Sem gastar dinheiro não dá pra se fazer um jogo, e ele nem será feito sem uma expectativa de ganhar (muito) dinheiro em cima das suas vendas.

O que incomoda são esses games claramente feitos com o único intuito de dar lucro rápido e certo, sem se importar com a jogabilidade ou diversão proporcionada. Em uma época onde a imagem vale bem mais do que as habituais mil palavras, o mercado está cada vez mais lotado de games assim, os chamados "caça-níqueis". E eu poderia dar uma mão cheia de exemplos, mas vou me ater apenas a um. O maior e mais vergonhoso deles. Estou falando de 50 Cent: Bullet Proof.

Pra começar, já é ridículo que um "cantor" desses faça sucesso, mas isso já cai em méritos de outras questões, então vamos falar do jogo do cara.

Porco. Mal-acabado, sem refinamento, sem qualidade, superficial. E vende que nem água no deserto. De acordo com o GameStats.com (uma das fontes mais confiáveis que existe para esse tipo de dado), nenhuma revista ou site especializado deu uma nota maior que 7.0 para esse jogo, sendo que a média de todas as notas dadas em reviews fica em míseros 4.6 pontos. De 10. E olha que estamos falando da versão de PS2, que é a melhorzinha!

Com uma história cliché-até-doer (maquiada pelas declarações do rapper de que teria sido baseada em uma passagem real de sua vida, pff), a única coisa que poderia fazer o título valer a pena são os extras. São mais de uma dúzia de vídeos exclusivos, além de uma porrada de faixas musicais do R$0,50, entre elas algumas exclusivas, que ele gravou especialmente para entrar no jogo.

Sendo assim, 50 Cent: Bullet Proof só vale a pena para dois tipos de jogadores: aqueles que são fãs assumidos, fanáticos pelo "cantor", e aqueles que não dão a mínima para a qualidade do jogo, desde que ele esteja na moda e todos os seus amigos estejam falando a respeito. O caso é que, normalmente, as mesmas pessoas pertencem à esses dois grupos ao mesmo tempo.

Não entendo como é que esse tipo de game pode vender tanto.

Por Favor, Deus!

Pilotwings SNESE a IGN publicou ontem uma notícia que dizia que a Hudson está trabalhando em um game de simulador de vôo para o Revolution (traduzido):

"Simulador de Vôo" – Nintendo Revolution
Domine os céus de uma maneira nunca antes experimentada em nenhum console doméstico. Com o uso do "Gesture System" possível graças ao inovador controle do Nintendo Revolution, o novo jogo de "Simulação de Vôo" da Hudon possibilita total controle de vôo à medida que o jogador pilota suas aeronaves usando variadas manobras de vôo, desde acrobacias até lançamento de bombas.

O grande mistério é saber se esse tal "Simulador de Vôo" é um título inédito ou a aguardadíssima continuação do clássico Pilotwings, que foi título de lançamento do Super NES, deu as caras no Nintendo 64 e depois sumiu completamente do mapa (para a infelicideade de muitos, principalmente minha). Tudo bem que nunca houve notícia de uma bomba na série, mas também ninguém havia atirado um míssil em um gigante enfurecido antes da versão do N64. Então eu tenho esperanças.

Eu joguei muito Pilotwings na minha infância. A sensação de calma que tomava conta da gente ao voar naquele teco-teco vermelho era incrível, mas se acabava assim que se avistava a pista de aterrisagem. Assim como o jogo conseguia transmitir a sensação de liberdade de voar à toa, ele também trazia a precupação constante com o nível de combustível e a drenalina e o medo incomparáveis que apareciam na hora de aterrisar…

Isso pra não citar a Asa-Delta, o Rocketbelt, o Helicóptero e… os Pinguins.

Deus, permita que a Hudson esteja trabalhando eu um novo Pilotwings! Eu quero mais minigames de pinguim!!


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