Arquivo para setembro \13\UTC 2007

God of War 2: Não rola

Kratos Não Falar Seu L�nguaAcabei de jogar uma hora de God of War 2. Agorinha mesmo, antes de começar a escrever esse post. Era um dos jogos que estava na minha lista de pendências pra terminar. Como o PS2 estava ligado na TV (porque eu tinha usado pra assistir Tenacious D in: The Pick of Destiny esses dias), resolvi que era menos trampo jogar GoW 2 do que ligar o Wii pra tentar mais algumas classificações S no ExciteTruck. Então fui.

Como fazia tempo que eu não jogava, e quando joguei nem fui tão longe, resolvi que era mais negócio começar um jogo novo. Assim tudo ia ficar mais fresco na memória, e tal. Não ia parecer que eu caí de para-quedas na história. Beleza. A cara grande e brava do Kratos ocupava metade da tela quando escolhi a opção New Game. Aí, sem respirar, já começava a CG inicial. Uma puta cena com ele conversando com sei-lá-quem sobre sei-lá-o-quê, sabe-se-lá-onde.

Depois de alguma gostosa carnificina gratuita disfarçada de tutorial, uma voz no céu fala alguma coisa sobre “pegar a espada” e “reaver seu poder”. Kratos pergunta algo do tipo “tá me ajudando pra quê, Zeus?”. E ele responde alguma outra coisa sobre “reaver seu poder”. Tudo assim, bem vago, sob o meu ponto de vista.

Aí rola a linda batalha contra o colosso, aquela coisa cheia de brutalidade e testosterona, com a jogabilidade perfeita que garantiu uma pá de nota 10 (e um dos 9.5 mais polêmicos da história da EGM Brasil, Farah que o diga). Puta jogo legal, sem dúvida.

Até aí o carniceiro do Kratos já tava sem poder divino, e o próprio Zeus tinha vindo dar umas bifas nele. “Bifas” em romano significa “enfiar uma espada de meio metro de largura no peito”. Aí, quando o inferno o espera pela segunda vez (OMG SPOILER: no primeiro ele morre uma vez também, lembra?), Kratos recebe aquela baita revelação do tal do Gaia, o sei-lá-o-quê da terra. Deus, titã, uma coisa assim.

Agora pára tudo. Dá pra curtir um jogo assim, sem entender nada direito? Eu sou aquele tipo de cara que…

…quando joga um RPG, perde 20 minutos em cada cidade nova só falando com os NPCs;
…costuma falar mais de uma vez com os NPCs, só pra confirmar que eles vão repetir a mesma frase;
…lê cada página e faz cada missão do tutorial;
…nunca pula uma CG ou cut-scene;
…sempre assiste as aberturas dos jogos antes de começar a jogar;

Porra, mesmo os ignorados manuais de instrução, eu sempre leio!

Pra mim, jogar um jogo não é apertar os botões daquele jeitinho especial que te faz passar de fase. É aproveitar todo o conjunto da obra. E a parte mais importante desse conjunto (em um jogo como os God of War), além da jogabilidade em si, é a história. Eu simplesmente não consigo aproveitar uma parte sem a outra. Quando eu não consigo lidar com a jogabilidade, não importa o quanto a história possa ser boa — eu não consigo jogar. E quando eu não consigo aproveitar a história (e ela é importante), a jogabilidade pode ser a melhor do mundo — não rola.

É o caso de God of War 2. Pô, Sony Computer Entertainment America, colocar umas legendas é tão difícil assim!?

Eu me viro muitíssimo bem com inglês, mas ouvir um pessoal falando com aquela voz gutural característica das divindades, num linguajar meio romano-antigo, enquanto toca uma estrondosa música épica ao fundo e ruídos de guerra se fazem ouvir por todos os lados… não dá, não consigo. Talvez — talvez! — desse pra entender a bagaça toda se o volume da TV estivesse bem alto (acordando minha namorada, já que eu praticamente só jogo à noite) e a casa estivesse em silêncio absoluto (o que nem sempre é possível quando se tem cinco cachorros), mas senão a história fica toda desse jeito, na base do “ele disse mais ou menos isso”, conforme eu tava contando no início do post.

God of War é um jogo maravilhoso, com uma das melhores jogabilidades que eu já vi no gênero. Mas da história eu não abro mão. Por isso não vou jogar. E que tenha legendas no 3, senão não jogo também. Hmpf!

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16-BIT no BlogDay 2007

Blog Day 2007Ontem foi o dia do BlogDay 2007. Pelo que eu entendi, trata-se de um meme, que é repetido de blog em blog, onde cada um cita outros cinco. Seja por terem sido influenciadores do blog em questão, seja por serem simplesmente bacanas na opinião do dono do blog. Eu não ia participar, mas o Borbs, provavelmente num acesso de insanidade, incluiu o 16-BIT na lista dos blogs que influenciam o Judão. Aí deu vontade de participar.

Então, sem nenhuma ordem específica, aí vão os blogs que mais influenciam o 16-BIT (e também a mim, como pessoa). Continue lendo ’16-BIT no BlogDay 2007′


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