Archive for the 'Divagações' Category

Tectoy anuncia “novo” Mega Drive

Aqui vai uma pequena curiosidade: sabe por que este blog recebeu o nome de 16-BIT? Porque, logo depois de perceber que o endereço http://start.wordpress.com já havia sido registrado (por um FDP que nem usou o endereço, por sinal!), a primeira parada da minha mente foi o meu antigo Mega Drive 2, aquele com o botão Reset azul. Mais especificamente a inscrição dourada pela qual ele exibia tão orgulhosamente o seu poder de processamento:

16-BIT
16-BIT PRIDE! (Foto: Flickr do Vinícius, do Oitobits)

E é por isso que eu faço questão de sempre escrever 16-BIT assim, com hífen e em caixa alta. Em honra e memória ao primeiro videogame que me passou a magia de estar segurando um controle e controlando o destino de um serzinho pixelado na tela da TV.

MDP?Hoje a saudosa Tec Toy (que hoje chama-se Tectoy e está ressurgindo das cinzas) anunciou o lançamento de uma nova encarnação do clássico console da SEGA. O chamado Mega Drive Portátil é este aqui ao lado e será vendido a partir do dia 5 de dezembro. Custará 199 reais e terá 20 jogos na memória. A Tectoy não spoileou completamente o lançamento dizendo o nome de todos os 20 jogos, mas confirmou alguns bastante excelentes. O quão excelentes? Excelentes como em Sonic and Knuckles, Golden Axe, Alex Kidd the Enchanted Castle e The Revenge of Shinobi. Minha opinião se resume na expressão “Flawless Victory! Finish him!”

Ok, não vou enganar ninguém aqui. É bem provável que, apesar de ter adorado ouvir a notícia e de ter achado o novo Meguinha bonitaço, eu não vou comprar. Como todo bom gamer, eu tenho uma lista interminável de coisas que eu quero pra ontem, e ela é feita basicamente de coisas que não existiam antes de 2005[bb]. Mas se um dia eu ver essa belezinha num Submarino da vida, ao lado dos dizeres “12x sem juros de RS16,58″… Nunca se sabe.

Aliás: acaba de me ocorrer um pensamento: os jogos de Mega Drive custam em média 800 Wii Points no Virtual Console. Isso dá pouco mais de 16 reais. Por 20 deles, lá iriam-se 320 unidades monetárias brasileiras. Hmm…

(Quem me contou foi meu grande amigo Borbs, do Judão. Valeu!)

Brütal Legend: o pacto de Tim Shafer com os demônios do Rock, oferecendo horas futuras de nossas vidas em sacrifício

Brütal Legend na capa da Game Informer de Outubro/2007

“Há algo nos roadies que nós sempre gostamos. Eles são meio como os rock stars, já que vivem o estilo de vida rock ‘n roll. Mas eles não vivem isso em um lugar privilegiado, num pedestal. Eles vivem lá embaixo, nas trincheiras. Eles que botam a mão na massa; eles ligam os cabos nos amplificadores. Mas ainda assim eles vivem neste mundo de fantasia do rock. Há algo de nobre nisso. Eles não ficam com toda a glória, eles fazem ela acontecer. Um roadie é um herói que não se encaixa no mundo moderno. Ele quer fazer coisas grandes, tipo Rei Arthur. E se esse cara tivesse a chance de ser esse tipo de herói? E se ele pudesse entrar nesse mundo de fantasia, mas pudesse trazer o seu Camaro e a sua música junto? Criar um mundo para esse cara — é sobre isso que é este jogo. É sobre um roadie chamado Eddie Riggs.”

Este é Tim Shafer, falando sobre Brütal Legends, o novo jogo da sua produtora Double Fine, na abertura da matéria de capa da Game Informer desse mês. A capa e a matéria”vazaram” na internet há poucas horas atrás, “coincidentemente” junto com o primeiro trailer.

Dedique um momento da sua vida para assistí-lo:

Tim Schafer é um homem que nunca deu bola fora. Em seu currículo temos seis grandes jogos — grandes não no sentido de levar muitas horas para terminar, mas sim no sentido de fazer pessoas felizes. Os dois primeiros Monkey Island, Day of The Tentacle, Full Throttle, Grim Fandango e Psychonauts. Todos estas aventuras têm, ao menos em parte, o cérebro de Schafer por trás. E todas elas têm ainda um séquito de fãs saudosos e ardorosos, porque é isso acontece quando você faz jogos fodas.

(Eu me evergonho de dizer que, dentre estes, o único que eu joguei foi o que ilustra o cabeçalho do meu blog nesta data: Psychonauts. De fato, estou em processo de terminá-lo neste exato momento, jogando a conta-gotas, e estou adorando ter todas as minhas expectativas ultrapassadas. Não é à toa que o jogo rendeu tantos prêmios.)

E agora ele me vem fazer um jogo sobre rock, com Jack Black dublando o personagem principal! E querem que eu não fique empolgado?! É demais para a minha pobre cabeça!

Sabe-se pouco a respeito do jogo até agora (tudo que saiu foi este trailer e esta matéria de capa da Game Informer), mas sabe-se o suficiente. A história conta a lenda de Eddie Riggs, o roadie de uma grande banda de rock, que veste uma fivela amaldiçoada pelos demônios do rock. A fivela tem a forma da cabeça de um demônio, com uma enorme boca sorridente. Ao se machucar durante o trabalho, um pouco do seu sangue cai na boca, e Eddie é transportado para outro mundo, outro tempo, outra dimensão… sei lá onde. Mas é um lugar onde o rock, que é apenas um estilo de vida para poucos no mundo que o roadie conhece, é muito mais do que isso. O rock é o próprio mundo, neste lugar.

Lá ele encontrará um baixista tão poderoso que consegue curar as pessoas só com a vibração das cordas do seu baixo mágico. Lá ele pode usar os solos da própria guitarra para conjurar fogos e poderes extraordinários. Lá ele deve criar um exército de headbangers e derrotar os demônios que escravizam a humanidade, tonando-se ele mesmo o maior roqueiro deste mundo. Lá ele deve conquistar a garota no final.

Mas foda-se a história, não é verdade? O importante é que o jogo vai ter batalhas hilariamente sanguinolentas e diálogos sanguinolentamente hilários na voz de Jack Black, cortesia do Tio Tim.

Agradeçam direitinho a ele quando este jogo sair. Já sabem como, né? Comprando a droga do jogo, claro, e não fazendo-o passar pela mesma vergonha de Psychonauts, que parou de ser fabricado antes de vender míseras 400.000 cópias!

Tim Schafer
Valeu!

O mundo é um lugar mais feliz: Sonic confirmado em Smash Bros. Brawl!

New Challenger Approaching! - Sonic

Eu ia incluir isso como um update no post abaixo quando percebi a burrada que ia fazer. Como assim?! Essa é a notícia que 80% dos fãs de Smash Bros estavam esperando desde que Solid Snake falou “Showtime!” com um engraçado sotaque japonês no surpreendente final do trailer que foi exibido na E3 2006! Vamos fazer de conta que você já não leu no título e repetir, só por ênfase:

Sonic The Hedgehog, o ouriço azul que corre além da velocidade do som, foi confirmado essa manhã como um dos lutadores de Super Smash Brothers Brawl! E mais: o sapato vermelho dele vai ir de encontro ao boné vermelho do Mario assim que eu pôr as mãos nesse jogo!

Sonic em Eldin Bridge

Talvez, apenas talvez, você não entenda o motivo da minha empolgação. Dê então uma boa olhada nas screenshots espalhadas pelo post. É o Sonic… em Eldin Bridge! É o Sonic… olhando feio pro Link! É o Sonic… entrando de sola do Mario! É o Sonic… pagando de B-Boy em Shadow Moses!

Sonic olhando feio pro Link

Qual é! Todo mundo tem que admitir que isso é a própria definição de “huge news”! Aquele joguinho potencialmente tosco que põe Mario e Sonic todos bonitinhos e amiguinhos pra disputar 100m rasos como se isso fosse a coisa mais normal do mundo não conta. Legal pelo contexto histórico, claro, mas seja sincero: você prefere os dois partindo para a porrada (ainda mais no hilariante e descontraído mundo de Smash Bros) ou vendo quem consegue atirar um peso em maior distância?

Quem me conhece sabe que apesar de respeitar todos os gamers e seus gostos, por mais diferentes que sejam dos meus, eu sou fã da Nintendo. Logo, seria de se esperar que eu gostasse mais do Mario do que do Sonic. Mas isso não acontece.

Primeiro, porque eu era “Seguista” na época de ouro dos 16 bits. Tinha o Mega Drive e achava ele bem melhor, apesar do SNES ter uma variedade maior de jogos. Mas o Mega Drive tinha vários que eu adorava, como ToeJam & Earl, Shadow Dancer, Road Rash… e claro, os Sonics. A verdade é que eu não conhecia direito o SNES, tanto é que, quando conheci, deixei de achar que o Mega era melhor. Afinal, ele não tinha Chrono Trigger, Yoshi’s Island, Super Metroid…

Sonic pagando de B-Boy em Shadow Moses

Mas, acima disso, eu sempre preferi o Sonic ao Mario, como personagem. Não estou falando dos jogos, porque aí sim o Mario seria campeão indiscutível na minha opinião. Os jogos do encanador são, em média, muito superiores aos do ouriço, ainda mais depois que o Dreamcast faliu. Mas como personagem, o Sonic é muito mais legal. Nos primóridos da minha pré-adolescência, quando essa tal de internet ainda era coisa nova pra mim e o hpG era a febre da molecada nerd, eu até tinha esse site chamado SonicGate (depois SonicGate Evolution), onde eu colocava artes, emuladores, roms, gifs animados, notícias e wallpapers que eu mesmo fazia no Photoshop 6. Pena que não existe mais.

Não sei… tudo no mundo do Mario é simpático, colorido, inofensivo, como um bom desenho que passa sábado de manhã (só que com mais cogumelos). Já o Sonic sempre foi mais hardcore. É difícil controlá-lo, ele exige mais dos teus reflexos. Apesar do mundo dele também ser colorido e cheio de bichinhos fofos (nenhum problema com isso), ele em si é mais bacana. Não sei explicar direito essa parte da minha preferência. O Mario é tipo um amigo que eu gostaria de ter. O Sonic (por mais bizarro que isso seja) se aproxima mais de um herói que eu queria ser.

Mas chega de papo abre-coração. O Sonic está lá, e no dia em que Super Smash Bros Brawl for lançado (a má notícia é que ele foi adiado de novo) eu te espero na WFC. Vou te acertar tão rápido que você só vai ver um borrão azul.

Sonic entrando de sola no Mario!
Não te dá um formigamento nos dedos só de ver isso?

Paixão e argumentação no Destructoid

Destructoid ama SMB2Ninguém nunca me perguntou porquê eu gosto tanto do Destructoid, mas eu acho que agora é uma boa hora pra responder isso: eu gosto porque lá eu sempre posso ser surpreendido. Ao contrário da grande maioria dos sites, onde o título da notícia é um resumo perfeito do conteúdo da mesma e muitas vezes resume-a tão bem que nem faz-se necessária a leitura do texto em si, no Destructoid um título é apenas uma isca. Pelo título você é fisgado, ou não, a ler o texto.

E mesmo se você decidir ler o texto, nunca pode ter certeza de que sabe o que estará escrito lá.

Recentemente, por exemplo, eu vi um título que dizia mais ou menos isso: “Executivo da Nintendo sugere que Miyamoto pudesse estar em depressão ao criar Super Mario Bros. 2 (The Lost Levels)“. Preparado para ler um texto que contivesse uma citação da declaração do tal executivo acompanhada de uns dois ou três pequenos parágrafos da opinião do redator, eu me surpreendi, e muito, ao encontrar uma verdadeira carta de amor a um jogo esquecido e injustiçado.

Tristero, o redator em questão, não se contenta em discordar da opinião do tal executivo (que, por sinal, meramente especulou que Shiggy pudesse estar, talvez, um pouquinho deprê no período em questão). Além de simplesmente discordar, ele desembesta por mais de 20 longos mas fascinantes parágrafos de argumentação apaixonada, em busca de provar um único ponto: Miyamoto não apenas não estava depressivo, como estava em sua melhor forma criativa.

Desfilando por uma série de exemplos, e escrevendo com uma paixão que faz falta a 95% dos jornalistas de games (não apenas de games, mas de entretenimento em geral), Tristero não quer necessariamente mudar a sua opinião sobre o jogo. Se você não gostou, achou muito difícil, ou se recusa a acreditar que o ápice da genialidade de Miyamoto não ocorreu em Super Mario 64 ou The Legend of Zelda: Ocarina of Time, tudo bem. Tudo que ele quer é expressar a própria opinião, e por mais narcisista/egoísta que isso pareça, na verdade quem ganha somos nós.

Deixo abaixo alguns pequenos trechos traduzidos e uso este pequeno último parágrafo para manifestar a minha opinião sobre o assunto: clique aqui e leia o texto do cara. Leia e reflita. O jornalismo de games brasileiro precisa muito de textos assim. Não sei se consigo, mas vou tentar.

smb2-absynth.jpg

Continue lendo ‘Paixão e argumentação no Destructoid’

16-BIT no BlogDay 2007

Blog Day 2007Ontem foi o dia do BlogDay 2007. Pelo que eu entendi, trata-se de um meme, que é repetido de blog em blog, onde cada um cita outros cinco. Seja por terem sido influenciadores do blog em questão, seja por serem simplesmente bacanas na opinião do dono do blog. Eu não ia participar, mas o Borbs, provavelmente num acesso de insanidade, incluiu o 16-BIT na lista dos blogs que influenciam o Judão. Aí deu vontade de participar.

Então, sem nenhuma ordem específica, aí vão os blogs que mais influenciam o 16-BIT (e também a mim, como pessoa). Continue lendo ’16-BIT no BlogDay 2007′

EssevídeomeconvenceuajogarPsychonauts

Zero Punctuation!Psychonauts é um daqueles jogos que, se tu jogou, tu pode tranquilamente apontar pra cara das pessoas que não jogaram e dizer “você não é nada“. Ou pelo menos é que parece, pelo que eu leio na internet. Além disso, Psychonauts também é um daqueles jogos que eu já tinha me convencido de que não ia jogar, por uma série de motivos.

Tá bom, são só dois.

O primeiro deles é bastante babaca, e eu sou o primeiro a admitir. Eu simplesmente perdi o tesão por jogos de PS2. Há um ano atrás, quando as primeiras pessoas da mídia estavam fazendo seus hands-ons a portas fechadas, testando Wii Sports e Red Steel, e a grande dúvida era se o tal controle sensível a movimento era bom mesmo, eu li em várias ocasiões diferentes a seguinte frase: “depois de jogar com o controle do Wii, voltar para o método tradicional de alguma forma parece errado, estranho”. Achei que fosse um pouco de exagero, mas é exatamente o que eu sinto atualmente. Quando eu jogo com o DualShock parece que está faltando alguma coisa, sei lá. O engraçado é que isso não acontece com o controle do Xbox 360… Vai entender.

O segundo é mais dimples: porque a fila tá grande pra cacete.

Fila

Antes que comecem a questionar a presença de vários jogos ainda não lançados, eu explico: quando eu finalmente terminar Metroid Prime 3, provavelmente todos os outros já vão estar velhos nas prateleiras. E eu ainda não vou ter arrecadado dinheiro suficiente nem pra comprar uma das baquetas do Rock Band.

Mas voltando Psychonauts, hoje eu vi esse vídeo do The Escapist, de uma “coluna” (na verdade é um videocast) chamado “Zero Punctuation”. A princípio eu não entendi bem o nome. “Ora, Pontuação Zero é porque os jogos levam nota zero?” Mas quando vocês assistirem vocês vão entender. O “punctuation” do nome se refere à pontuação frasal, tipo vírgulas. E o “zero” se refere ao fato de que o cara que apresenta o vídeo não usa as tais vírgula! Ele fala super rápido, e ainda com sotaque britânico/australiano.

Mas não deixe que isso o impeça de assistir. Graças à edição e às imagens, dá pra rir de montão, mesmo sem entender muito do que ele diz. Fora que, graças a esse vídeo, eu decidi que eu vou mesmo ignorar tudo e jogar o Psychonauts.

Ah, se vou. Provavelmente entre o Kingdom Hearts 2 e o Mario Galaxy.

BioShock, uma experiência

Antes das palavras, veja alguns números:

bioshockrulz.png

Tá, agora olhe para esses números e deixa eu te falar um negócio: não é por acaso. Não é à toa. Não é hype, goddammit. O jogo é bom assim mesmo.

Eu, particularmente, não gosto de FPS. Acho que o único estilo de jogo que eu gosto menos do que FPS é RTS. Talvez o meu problema seja com siglas de três letras que terminam com S. Mas eu divago.

Caixa do BioShockO caso é que eu, um cético de FPSs, estou apaixonado por dois jogos em primeira pessoa: Metroid Prime e BioShock. Enquanto o primeiro é assunto pra um próximo post (eu tô quase terminando o jogo), do segundo eu estou louco para falar.

Ontem eu passei na Futuro no fim da tarde, e não desperdicei a oportunidade de jogar as novidades.

– Guerra, chegou a demo do BioShock aí, né?
– Chegou, mano.
– Ahááá!

Liguei o 360, iniciei a demo, assisti ao mandibuladerrubante vídeo de abertura (que é tão bom que merece um adjetivo inédito), apertei Start na tela que dizia pra fazer isso… e foi nessa hora que eu fui literalmente sugado para dentro da experiência.

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