Archive for the 'Não Gosto' Category

Porquê eu gosto tanto de Sonic and The Secret Rings? – Parte 2

Sonic Parte 2

Atendendo a pedidos (não, sério!), lanço a segunda parte do post passado, onde berrei que nem uma criancinha chorona que não gosto de ver as pessoas falando mal do Sonic and The Secret Rings.

Como o post passado foi inteiro disperdiçado com dedicado a um único argumento (a suposta [por mim] genialidade do level design que põe a fase contra você), e este acabou tomando proporções inimagináveis e só exprimíveis por meio de milhares de caracteres, retomo o raciocínio e apresento os argumentos menores (e menos importantes, mas ainda válidos), nesse post. E, credo, eu tenho que aprender a colocar pontos finais de vez em quando.

Bom, vamos a eles.

(Mas antes, um aviso: apesar dessa introdução estar curtinha, depois do link você vai encontrar um post múltiplas vezes maior do que o da primeira parte. É, eu sou um prolixo inveterado.)

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Odeio o Metallica!

Odeio One!Odeio o Metallica! Odeio One, do Metallica! Odeio Guitar Hero 3! Odeio o Dual Shock 2! Odeio o Controle-Guitarra (porque não tenho)! Odeio o mundo! Odeio os meus dedos! Odeio as borboletas! Odeio a Activision!

Odeio tudo isso de novo!

Mais uma vez, só pra enfatizar!

Pronto, agora acalmei.

Essa crise de ódio momentânea (já passou, já passou…) foi causada pela minha tentativa frustrada de completar “One”, do Metallica, no nível Hard do Guitar Hero 3 usando o controle normal do PS2. AQUELA DROGA É SIMPLESMENTE IMPOSSÍVEL!!!

Calma.

Voltando… É injustamente difícil completar aquela música no Hard sem usar a guitarra. Eu havia acabado de completar a Knights of Cydonia, do Muse, que já havia sido outro parto. O lance é que o pessoal da Activion precisa aprender que é IMPOSSÍVEL DIGITAR NOTAS NAQUELA VELOCIDADE SEM USAR A GUITARRA!!! ELES DEVIAM TER MAIS CONSIDERAÇÃO COM QUEM PIRATEIA O JOGO E NÃO COMPRA O HARDWARE ORIGINAL!!!

Calma, calma…

CALMA O CARALHO!!!!1!

Se este singelo post te deu vontade de adquirir o álbum …And Justice for All[bb], que contém a porcaria da música One, ou a guitarra do jogo em questão[bb] (pra não passar a mesma vergonha que eu), clique nestes links que eu estou testando pra ganhar algum dinheiro com este blog sem apelar para propagandas poluentes do Google. Obrigado.

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God of War 2: Não rola

Kratos Não Falar Seu L�nguaAcabei de jogar uma hora de God of War 2. Agorinha mesmo, antes de começar a escrever esse post. Era um dos jogos que estava na minha lista de pendências pra terminar. Como o PS2 estava ligado na TV (porque eu tinha usado pra assistir Tenacious D in: The Pick of Destiny esses dias), resolvi que era menos trampo jogar GoW 2 do que ligar o Wii pra tentar mais algumas classificações S no ExciteTruck. Então fui.

Como fazia tempo que eu não jogava, e quando joguei nem fui tão longe, resolvi que era mais negócio começar um jogo novo. Assim tudo ia ficar mais fresco na memória, e tal. Não ia parecer que eu caí de para-quedas na história. Beleza. A cara grande e brava do Kratos ocupava metade da tela quando escolhi a opção New Game. Aí, sem respirar, já começava a CG inicial. Uma puta cena com ele conversando com sei-lá-quem sobre sei-lá-o-quê, sabe-se-lá-onde.

Depois de alguma gostosa carnificina gratuita disfarçada de tutorial, uma voz no céu fala alguma coisa sobre “pegar a espada” e “reaver seu poder”. Kratos pergunta algo do tipo “tá me ajudando pra quê, Zeus?”. E ele responde alguma outra coisa sobre “reaver seu poder”. Tudo assim, bem vago, sob o meu ponto de vista.

Aí rola a linda batalha contra o colosso, aquela coisa cheia de brutalidade e testosterona, com a jogabilidade perfeita que garantiu uma pá de nota 10 (e um dos 9.5 mais polêmicos da história da EGM Brasil, Farah que o diga). Puta jogo legal, sem dúvida.

Até aí o carniceiro do Kratos já tava sem poder divino, e o próprio Zeus tinha vindo dar umas bifas nele. “Bifas” em romano significa “enfiar uma espada de meio metro de largura no peito”. Aí, quando o inferno o espera pela segunda vez (OMG SPOILER: no primeiro ele morre uma vez também, lembra?), Kratos recebe aquela baita revelação do tal do Gaia, o sei-lá-o-quê da terra. Deus, titã, uma coisa assim.

Agora pára tudo. Dá pra curtir um jogo assim, sem entender nada direito? Eu sou aquele tipo de cara que…

…quando joga um RPG, perde 20 minutos em cada cidade nova só falando com os NPCs;
…costuma falar mais de uma vez com os NPCs, só pra confirmar que eles vão repetir a mesma frase;
…lê cada página e faz cada missão do tutorial;
…nunca pula uma CG ou cut-scene;
…sempre assiste as aberturas dos jogos antes de começar a jogar;

Porra, mesmo os ignorados manuais de instrução, eu sempre leio!

Pra mim, jogar um jogo não é apertar os botões daquele jeitinho especial que te faz passar de fase. É aproveitar todo o conjunto da obra. E a parte mais importante desse conjunto (em um jogo como os God of War), além da jogabilidade em si, é a história. Eu simplesmente não consigo aproveitar uma parte sem a outra. Quando eu não consigo lidar com a jogabilidade, não importa o quanto a história possa ser boa — eu não consigo jogar. E quando eu não consigo aproveitar a história (e ela é importante), a jogabilidade pode ser a melhor do mundo — não rola.

É o caso de God of War 2. Pô, Sony Computer Entertainment America, colocar umas legendas é tão difícil assim!?

Eu me viro muitíssimo bem com inglês, mas ouvir um pessoal falando com aquela voz gutural característica das divindades, num linguajar meio romano-antigo, enquanto toca uma estrondosa música épica ao fundo e ruídos de guerra se fazem ouvir por todos os lados… não dá, não consigo. Talvez — talvez! — desse pra entender a bagaça toda se o volume da TV estivesse bem alto (acordando minha namorada, já que eu praticamente só jogo à noite) e a casa estivesse em silêncio absoluto (o que nem sempre é possível quando se tem cinco cachorros), mas senão a história fica toda desse jeito, na base do “ele disse mais ou menos isso”, conforme eu tava contando no início do post.

God of War é um jogo maravilhoso, com uma das melhores jogabilidades que eu já vi no gênero. Mas da história eu não abro mão. Por isso não vou jogar. E que tenha legendas no 3, senão não jogo também. Hmpf!

E a NGamer Brasil chegou

Capa da Edição #1Depois de algumas semanas de espera e alguns dias de “bate-ponto” nas bancas, enfim consegui comprar a NGamer Brasil, a nova revista 100% Nintendo a chegar nas bancas do nosso país, pela Editora Europa.

Mesmo se ela fosse ruim (o que não é), já valeria a pena pelo simples fato de ser a volta do homem, a lenda, o mito, Eduardo Trivella em uma publicação Nintendo. Eu e grande parte dos gamers do Brasil conhecemos o Trivas (e o Pablo [Miyazawa] também, só pra constar) nos anos áureos da Nintendo World, quando Pokémon era febre e a gurizada se juntava nas locadoras pra curtir um multiplayer de GoldenEye 007 no Nintendo 64. Só o fato de ler o nome dessa lenda nas páginas de uma revista Nintendo de novo já vale, tranquilamente, os R$9,90. Ah, os previews de Conker’s Bad Fur Day e Metroid Prime

Mas deixando o saudosismo de lado, o que eu tenho a dizer é que a presença do Trivella na equipe não é, nem de longe, a única coisa bacana que a NGamer Brasil oferece. A partir de agora os fãs da Nintendo no Brasil têm algo inédito: opção.

Há duas revistas especializadas no país, cada uma com as suas forças e fraquezas. Como as da Nintendo World você provavelmente já conhece, vou falar do que eu gostei e do que eu não gostei na NGamer, por seção (já que eu tô com tempo).

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Cadê a Dona Graça no Resident Evil 4?

resident_evil_4.JPGSeja lá o que diabos vocês todos encontram de tão bom nesse tal de Resident Evil 4, certamente eu não encontrei. Pelo menos não ainda. Assim que terminei o ICO, consultei a minha lista e vi que o próximo a jogar era ele, mas o que encontrei foi uma série de aspectos que me causaram diversas reações, entre as quais posso destacar tédio, muita frustração e até uma certa repulsa.

Até hoje eu nunca li ou ouvi nem sequer uma opinião desfavorável ao game. Todo mundo parece ser unânime em afirmar que é um puta jogaço e tudo mais, e eu entendo que todos devem ter os seus motivos. Uma das coisas que todos fazem questão de frisar é o quanto RE4 é diferente, “evoluído”, em relação aos episódios anteriores da série. E sim, ele é mesmo. Mas aí é que está: eu nunca, nunquinha mesmo, gostei nem um pouco de Resident Evil[bb]. Logo, joguei o 4 como se fosse um outro jogo, sem comparar aos REs anteriores. Mas nem assim…

O resumo da história é que eu simplesmente não consegui me acostumar com vários aspectos do jogo. Desde coisas simples, como o irritante som dos passos do protagonista e a história que já começa com o maior clichê da história (meu, quando os presidentes dos EUA vão finalmente reforçar a segurança de suas filhas?), até aspectos mais complexos, como a jogabilidade, pouca coisa me “desceu”. E com certeza, das coisas que desceram, nada desceu redondo.

Longe de mim falar que os gráficos de RE4 são ruins, porque não são. Mas “ruim” e “feio” são dois adjetivos completamente diferentes, e, sim, eu achei os gráficos de RE4 feios. Feios pra dedéu, pra chuchu, pra caralho. Eu sei que ele está num lugar árido e abandonado e que o jogo é mais extenso do que um percurso de ida e volta pela Grande Muralha da China, com baldeação, mas custava colocar um pouquinho de personalidade nos cenários? São sempre as mesmas casinhas, os mesmos zumbis, os mesmos animaizinhos emagrecidos pela falta de cuidado por parte dos camponeses (claro, agora eles são zumbis sem amor às criaturas de Deus). A vegetação tem sempre o mesmo exato tom de amarelo. Aí, quando eu olhei pra um cocho de água, cuja legenda dizia que já estava com a água parada há séculos e completamente sujo, eu tive que olhar pro meu PS2[bb] pra ter certeza de que não era um PSOne numa carcaça preta, tentando me passar a perna. Mas não, ele tinha acabado de rodar e maravilhoso Soul Calibur III[bb] por quase duas horas. A culpa devia ser do jogo mesmo.


Com milhões de cores à disposição, o jogo praticamente só usa amarelo e marrom.

Mas os gráficos feios nem são o pior do jogo. Eu gostaria mais ainda é de saber o que diabos é aquele sistema de movimentação do Leon. Eu tenho certeza praticamente absoluta que um cara duro e lerdo como ele jamais entraria para nenhum tipo de força policial. No máximo o cara passaria no teste pra ser guardinha noturno aqui do bairro. Por que ele não consegue andar de lado ou esquivar? Ter que girar o corpo noventa graus para só então começar a correr de uma dinamite que estoura em menos de dois segundos não é lá muito produtivo, ou mesmo seguro. E por que ele tem que mover o corpo inteiro na direção do alvo quando está mirando ou atirando? Da última vez que eu me informei a respeito, era possível alcançar os mesmos resultados apenas movendo o braço que segura a arma.

E, principalmente, por que DIABOS DOS INFERNOS ele não consegue dar um passo, um mísero passo para qualquer direção que seja, se estiver com empunhando a faca??? Eu e a minha namorada frequentemente passeamos na Avenida Paulista, e quase sempre paramos no Bob’s para adquirir dois deliciosos Milk-Shakes de Ovomaltine (pra ela) e Morango (pra mim), que costumamos consumir enquanto caminhamos pela avenida. Isso não teria nada a ver com o que eu estou falando sobre o Resident, não fosse o fato dela sempre tirar sarro da minha cara porque eu fico sempre bem mais calado enquanto caminho tomando o milk-shake: “Você não consegue andar, tomar milk-shake e conversar ao mesmo tempo! Hahahah!”. É, eu tenho um tantinho de dificuldade, amor. Mas, olha só, eu acabei de ir ali na cozinha, peguei uma faca e tentei andar com ela na mão. E eu consegui! EU, descordenado que só, consegui fazer algo que o respeitado soldado de elite Leon S. Kennedy não consegue! Tentei até aumentar a dificuldade, tentando andar, segurar a faca AND* golpear zumbis hispânicos imaginários, tudo ao mesmo tempo, e CONSEGUI. Não tem desculpa pra ele não conseguir. Não tem mesmo.

No post anterior a esse, tive a honra de ser elogiado pelo Fabão, que disse que eu sabia compreender decisões de design. Não reclamar de alguma coisa que tem razão para ser, digamos, pior do que deveria. E eu sinceramente acho que a jogabilidade da série Resident Evil é uma dessas decisões de design. Você ter que dar uma volta completa em torno do próprio eixo do seu corpo só pra poder correr da aberração que vem andando em sua direção realmente adicionava mais tensão e pavor à coisa, e isso era um dos objetivos do game. Dar tensão e pavor ao jogador. Mas, por mil Miyamotos, não estamos mais em 1996! Isso foi uma decisão de design tomada há onze anos atrás e, pelo menos na minha humilde opinião, não convence mais hoje em dia. Com o poder dos consoles atuais, é possível criar situações de tensão e pavor que não tenham como efeito colateral a vontade quase incontrolável de enfiar o DualShock[bb] parede a dentro. Talvez seja porque eu acabei de terminar ICO e me acostumei com uma movimentação perfeita e fluida, mas eu realmente odiei controlar Leon S. Kennedy. E isso, por si só, já seria motivo pra largar o game e ir jogar coisas que me fazem mais feliz.

Mas não, eu pretendo jogar mais algum tempo. Reconheço que joguei muito pouco do game para dar a minha nota definitiva. Por isso, isso aqui está longe de ser um review. Ainda não entendi como dezenas de revistas, sites e blogs do mundo inteiro deram notas altíssimas pra essa aparente quase-porcaria, e quero muito entender. Faço questão.

Mas será que vai demorar muito? Eu queria jogar mais Soul Calibur…

*Sim, eu leio o Judão.

…e malhando uma resenha terrível

No último post eu fiz questão de elogiar e pagar pau pra uma resenha muitíssimo bem escrita. Pois bem. Agora é hora de fazer a mesma coisa, mas ao contrário: falar o que tem que ser dito sobre uma resenha deveras infeliz. Essa aqui, sobre o Video Games Live.

Mas o que tem que ser dito? Eu já tinha todo um texto na cabeça quando comecei a escrever essas linhas, mas acabei percebendo que eu ia dar voltas e mais voltas pra acabar dizendo uma coisa só: opinião é bom, mas tem que saber usar. Ou a autora da crítica queria justamente causar esse tipo de reação nos “nerds” que foram ao evento e curtiram, ou ela realmente deveria aprender a enfatizar a frase “na minha opinião…” nos textos dela.

Em quatro das cinco primeiras frases, a autora já dá motivos mais do que suficientes para pararmos de ler o texto e abaixarmos a cabeça, pesarosos e desejando um bom futuro a essa pobre alma que não sabe se expressar:

“Grande parte dos presentes pareciam ter saído de algum banheiro do Star Wars.

“A fila de entrada era três vezes mais esquisita que a da saída do Objetivo Paulista.”

“O pessoal do Pânico perdeu a melhor oportunidade do ano. Fiquei
imaginando eles descobrindo que as meninas não estavam fantasiadas, estavam mal vestidas mesmo.

Qual o problema com o jeito de se vestir do pessoal, dona? Onde você viu pessoas “mal vestidas mesmo”, eu vi uma das maiores concentrações de camisetas bacanas que eu já vi, coisa que inclusive comentei com um amigo, também presente, que se mostrou plenamente de acordo. Durante o intervalo, fui ao banheiro e encontrei um carinha com uma camiseta branca, do novo Zelda, animal: na parte da frente, o logo, na parte das costas, a Triforce com aquelas firulas todas que ela ganhou no Twilight Princess. Tudo em alta resolução, tanta que eu achei impossível ser feita em casa. Perguntei, e ele respondeu: “é, foi feita em casa”. Eu não sei você, madame, mas eu acho o máximo pessoas que fazem as suas próprias camisetas, e as fazem ficar bonitas pra caramba. Mas essa é só a minha opinião.

Ponto negativo para o público. Aquele blá blá blá que o brasileiro é um povo caloroso não cola. Talvez Tallarico tenha achado engraçado, mas eu odiei. Encarar os jogos com fanatismo seria uma boa explicação para os uivos e gritos no começo de toda música. A ejaculação precoce poderia explicar as palmas antes mesmo do término da maioria delas, mas a verdade é que o brasileiro precisa aprender a se comportar. Do meu lado, um japonês com cara de Fifa Soccer chegou a chorar em uma das músicas. O ápice do nerdialismo foi na música do WOW, quase um orgasmo coletivo. Fiquei com medo de todo mundo tirar a roupa e começar uma orgia. Por sorte, nerd que é nerd toma banho de cueca, não ficam pelados em público. Mas gritam Kingdom Hearts em coro. E batem palmas acompanhando a música, o que me irritou profundamente.

OK, deixe-me entender. A senhorita gostaria que milhares de gamers entusiastas se controlassem? Talvez você tenha se esquecido (tenho certeza que de foi um mal entendido, a senhora não faria uma coisa dessas) de que está falando de um público que sofreu anos a fio só ouvindo falar que essas coisas existem, mas nunca vendo uma de perto. Uma massa acostumada a se contentar com a clássica reclamação “só os japoneses/americanos têm essas coisas” e com a clássica esperança de um dia termos coisas assim no Brasil. Você realmente queria que nós ouvíssemos as músicas quietinhos, cochichando para os nossos vizinhos de mesa “um espetáculo magnífico, não?” e bebendo vinhos caros da safra premiada de 198X? Aquilo era uma FESTA, dona, e uma festa sendo dada em nossa homenagem, naquela noite, única e exclusivamente para nós! Todos os presentes compartilharam dessa alegria; se você se sentiu excluída, certamente deveria ter a noção de que não “entendeu” o evento, logo, deveria ter passado o texto para outra pessoa escrever, ou pelo menos ter escrito com mais cuidado, ciente de que não é um assunto que você domina. Ou ter caracterizado o texto logo de cara como uma crítica negativa de cunho pessoal. Tantas opções!

E qual o grande mau em ser nerd? Eu não sou (embora o simples fato de estar escrevendo esse parágrafo em defesa deles me faça quase ser um), mas, se fosse, estaria profundamente chateado com as colocações dessa moça. E eu acredito sinceramente que o objetivo o texto não era chatear ninguém. Foi simplesmente um texto que era para falar sobre como foi um evento, mas acabou descambando para uma totalmente inapropriada e exagerada crítica pessoal a toda uma classe de pessoas. “Nerd que é nerd toma banho de cueca”? “Japonês com cara de Fifa Soccer?” Infelicíssimo. Se eu fosse um pouquinho mais ativista (ou tivesse conhecimento jurídico), tenho quase certeza de que poderia achar uma brecha para um processo por preconceito, ou sei lá como um advogado chamaria.

Ainda bem que a resenha é curta, senão o meu post teria que ficar maior que isso. E eu realmente não gosto de falar mal. Então, fiquemos por aqui. E, se por algum acaso a autora dessas linhas criticadas chegar a ler esse texto, entenda: não é nada pessoal. Desejo sorte e sucesso profissional, mas simplesmente não poderia deixar de registrar a minha opinião (o mundo hoje em dia não é feito delas?).

É a minha contra a sua. Ou lado a lado — afinal, existe uma mais certa que a outra?
a

A Culpa é Nossa

Faz tempo que eu não posto aqui. Mas para o bem de todos (e para evitar mais um daqueles tradicionais parágrafos com desculpas e promessas de uma maior frequência de postagens), vou simplesmente ignorar esse fato. Ok? Ok, então tá bom.

* * *

Amaterasu, o Deus Lobo fodão de OkamiEssa semana eu tive que dar, no Herói.com.br, uma notícia que me deixou particularmente triste e preocupado: fecharam a Clover. Pra quem não sabe, a Clover Studios é uma subsidiária da Capcom (ah, essa você conhece, né?), que tem em seu currículo poucos jogos, mas todos ótimos. Inclusive Okami. Na verdade, mesmo que ela não tivesse feito merda nenhuma além do Okami, já seria uma das melhores. Porque, caso você não saiba, Okami é foda.

E fecharam a danada. Agora me pergunte “Por quê?”, que eu vou ser obrigado a lhe responder “Porque o gamer em geral é BURRO”. É, amigo, estou falando com você. Mas não se preocupe, porque não é com você. É com todos aqueles que ficam esperando Need For Speed atrás de Need For Speed. Splinter Cell atrás de Splinter Cell. Tony Hawk atrás de Tony Hawk. Com todos aqueles que não se interessaram em jogar LocoRoco no PSP. Com todos aqueles que não deram bola para Rez (ou talvez nem saibam o que é Rez). Enfim, com todos aqueles que não dão chance a idéias novas e conceitos originais, que acham tudo “bobo” e que acham que game bom é game com arma, sangue e músicas de rappers famosos na trilha sonora.

Com base nesse último parágrafo, já dá até pra chutar a justificativa que a Capcom deu para a dissulução da Clover, né? Direto do comunicado oficial:

“Clover Studio has met the goal of developing unique and creative original home video game software, however, in view of promoting a business strategy that concentrates management resources on a selected business to enhance the efficiency of the development power of the entire Capcom group, the dissolution of Clover Studio has been raised and passed at a Board of Directors’ meeting.”

Tradução:

“A gente deu uma chance procês, vocês não compraram os maravilhosos games originais e criativos que a gente tava fazendo. Agora a casa caiu, mano. Chega de injetar grana nessa parada de fazer game criativo. Que mané criativo! A gente ganha muito mais grana fazendo outro Mega Man, outro Resident Evil, outro Street Fighter…”

Quero deixar bem claro que não tenho nada contra nenhuma dessas séries da Capcom e que eu sei que Resident Evil é uma ótima série, assim como Street Fighter e Mega Man (se bem que essas duas já viram dias melhores, viu…). O que acontece é que o mundo dos games precisa de idéias novas e precisa sair da mesmice. Eu consigo até imaginar os games daqui a 10 anos exatamente como a TV é hoje em dia: só tem merda passando, porque o povo só gosta das merdas que passam. Ninguém tem coragem de exibir um programa inteligente, útil, desafiador, porque no mesmo horário vai ter mulher mostrando a bunda em dois ou três canais concorrentes, e o povo VAI preferir ver bunda do que aprender, pensar, ser desafiado. É isso que você quer pros games daqui a 5, 10, 15 anos? Então eu acho que está na hora de você dar uma chance a jogos diferentes. Não tenha medo de jogar um jogo só porque nenhum dos seus amigos conhece. Seja o primeiro a experimentar novidades, a desbravar novos gêneros.

Comece hoje: entre no GameRankings.com e procure um jogo para o seu console que tenha uma média geral bacana e que seja de um gênero que você não costuma jogar. Corra atrás dele e experimente. Você vai ver como vai ser gratificante.

E você ainda pode estar ajudando a salvar os games da mesmice para todo o sempre. =)


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